Vaza áudio de professor que humilhou aluna em universidade: “Você não paga 1 centavo e eu recebo R$ 20 mil”

O professor Alípio Sousa Filho e a estudante Waleska Lopes


Fato aconteceu no curso de Ciências Sociais na última terça (6)

O sujeito é professor graduado e mestre em Ciências Sociais (UFRN), doutor (pela Universidade de Paris René Descartes) e pós-doutor em sociologia (UFRJ).

Ele simplesmente proibiu uma aluna de assistir suas aulas porque ela estava acompanhada da filha de cinco anos.

Waleska Maria Lopes alegou que trabalha de manhã e a tarde e não tem com quem deixar a criança a noite.

O professor Alípio Sousa Filho alega que a presença da menina traz prejuízos à aula.

Bom, sem mais delongas, vamos direto ao texto que foi publicado por uma outra aluna da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Hoje um professor de ciências sociais disse a uma aluna que ela deveria trancar disciplina pelo simples fato de levar sua filha as aulas.

Obviamente se alguém chega ao ponto de levar sua filha a faculdade é porque não tem nenhuma condição de deixar com alguém para cuidar.

Ele não queria saber se ela não tinha condições, mandou o famoso “se você é pobre, se vire” e caso aparecesse de novo com a criança iria expulsa-la. É totalmente revoltante e até desumano.

Sinceramente, eu nunca imaginei que isso poderia acontecer, principalmente pelo o fato do curso ser ciências sociais. O mais irônico nesse história é que isso aconteceu no dia 6 de março justamente em cima do 8 de março.

Isso só mostra quanto as mulheres tem muito a que se lutar contra homens desse tipo na qual esse próprio professor já afirmou numa aula que “é mais feminista que várias mulheres por aí” o grande homem feminista que prefere expulsar uma aluna que é mãe do que entender toda sua luta para sobreviver uma graduação.


Um professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) também demonstrou seu repúdio à atitude do colega de profissão:

“A gente fica com certeza de que o poço é ainda mais fundo quando acorda com a notícia de que um colega de profissão, professor de uma importante universidade pública, editor de revista de gênero e sexualidade, proibiu uma aluna de frequentar suas aulas acompanhada do filho pequeno que não tem com quem deixar.

Entre os seus resmungos, registrados no áudio, comparações com universidades francesas e inglesas e o argumento de que o conteúdo de uma aula de sociologia pode ser inadequado para uma criança. O que seria mais inadequado para uma criança do que assistir ao chilique de um professor alterado, xingando contra a sua mãe que chorava em sala de aula?

Estive à frente de coordenação de graduação mais de uma vez. É inconcebível o número de abandonos de curso entre mulheres que se tornam mães. Até quando as universidades vão silenciar sobre a falta de políticas de permanência para mães? Até quando a maternidade continuará tratada como destino e impedimento?

Mães, vocês, seus filhos e filhas serão sempre bem vindas nas minhas aulas.”



ÁUDIOS QUE CONFIRMAM AGRESSÕES FORAM POSTADOS NAS REDES SOCIAIS

Um grupo de alunos do curso de Ciências Sociais da UFRN entrou ontem (8) com uma representação no departamento que gere a graduação, solicitando que a Universidade apure o caso.

De acordo com o chefe de departamento do curso, professor César Sanson, a representação está assinada pelo Coletivo Acadêmico de Ciências Sociais:

“A reitora vai apreciar se irá ou não criar uma comissão de sindicância para apurar os fatos”, explica.

Dona de creche oferece bolsa

Mila Titan, pedagoga e empresária, dona de uma creche em Natal, se dispôs a ajudar Waleska Lopes. “Eu também sou mãe, eu pensei muito como mãe, pensei muito na criança. Uma criança estar indo todo dia pra uma sala de aula que não tem a ver com ela, é desgastante, é preocupante. Então eu me coloquei no lugar dessa mãe e pensei ‘o que eu posso fazer para ajudar?”.

“Então decidimos oferecer uma bolsa integral pra ela. Nós funcionamos de 8h às 18h, mas com agendamento a creche funciona 24h. Então ela vai poder vir deixar a filha dela aqui enquanto estiver na faculdade”, disse.

A empresária defende que a sociedade precisa se unir para proporcionar um convívio social mais sadio. “Eu acho que se cada um fizer um pouquinho a gente pode conseguir melhorar a sociedade. A humanidade está tão desgastada, violenta, a gente precisa de senso de humanidade, de atitudes positivas. É aquela velha história: gentileza gera gentileza, então vamos espalhar o bem”.

Waleska Lopes

Nascida no Rio de Janeiro, Waleska Lopes mudou-se para Natal (RN) em 2017 com o objetivo de estudar e entrou na universidade com a nota obtida no ENEM.

Waleska divide um imóvel com outras pessoas, onde também vive sua filha. Durante o dia, trabalha como atendente de telemarketing para sustentar as duas, e nesse período a criança fica em uma escola.


PARTE 1


PARTE 2


PARTE 3


fonte: (BuzzFeed)

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