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  • Uma nova geração (da Justiça) pede passagem: “Não há exibicionismo. Tudo é diferente!”


    A transmissão ao vivo do julgamento do TRF4 permitiu ao público compará-lo com os julgamentos que se tem visto no STF

    A postura dos magistrados, raciocínio, método de análise, forma de se comunicar, tudo é diferente.

    Não há competição pessoal ou ideológica entre eles. Nem elogios recíprocos. Cada um é si próprio.

    Não há troca de críticas veladas, ou aplausos desnecessários. Ou insinuações jogadas no ar.

    Mais ainda: não há exibicionismo.

    Não querem mostrar cultura. Não discutem com jargões jurídicos.

    Não se valem de doutrinas exóticas plantadas e nascidas no além mar.

    A argumentação é toda fundamentada nos fatos. Vistos e provados. Não se baseia apenas em testemunhos ou denúncias.

    Fundamentam seu raciocínio no senso comum que emanam dos fatos. Provas materiais.

    Não é preciso muita argumentação para dizer o que é simples.

    Ninguém manda mudar um apartamento, manda comprar utensílios, faz visitas com o construtor, não pergunta preço, e não paga – só o dono de um imóvel procede assim.

    A transmissão ao vivo permitiu […] ao Brasil uma nova maneira de pensar, expressar e construir a justiça.

    Provavelmente a maneira de magistrados se comportarem na televisão, na internet e até nos julgamentos sem transmissão nunca mais será a mesma.

    Uma nova geração pede passagem.


    Joaquim Falcão é professor de Graduação e de Mestrado em Direito da Regulação, foi diretor da FGV Direito Rio (2002 a 2017) e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (2005 a 2009). Fonte: RDNEWS.com

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