TRF-4 homologa delação de Palocci que poderá enterrar Lula de vez


João Pedro Gebran Neto, desembargador e relator da Lava Jato no TRF-4 (segunda instância), homologou na tarde de hoje (22) a delação premiada de Antônio Palocci, informou o jornal O Globo.

O ex-ministro dos governos petistas fechou um acordo com a PF após tentar (em vão) um primeiro acordo de delação com o MPF.

Gebran foi um dos magistrados responsáveis por votar no julgamento de Lula, condenando o petista a 12 anos e um mês de cadeia.

No acordo, Palocci decidiu revelar os principais clientes de sua empresa de consultoria […] e tem coisa graúda nas delações, inclusive dois grandes bancos brasileiros.

Ele admitiu ter usado sua influência para favorecer os tais clientes no governo em troca de vultuosas propinas.

Quer mais? Vamos lá …

Revelações sobre integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) além do nome de de dois ministros de tribunais superiores (STJ ou STF ???).

Detalhes minuciosos dos crimes foram detalhados à Polícia Federal […] um dos investigadores chegou a declarar (em off) que a delação do ex-ministro de Lula tem informações suficientes para debelar estruturas criminosas que até então estavam fora do alcance da polícia.


Pallocci abriu o ‘bico’

Na proposta de delação que o ex-ministro negociou, ele ‘enterra’ Lula de vez.

O ex-braço direito do ‘capo’ revela detalhes de como entregou dinheiro de propina diretamente para o (na época) presidente em várias ocasiões.

“As pequenas entregas ficavam sob minha responsabilidade” delatou Palocci.

Lula recebia pacotes com 30,40 e 50 mil reais, explicou o ex-ministro, que fez questão de destacar que era ‘dinheiro sujo’.

Entregas com maiores valores também foram destinadas para Lula, porém passavam por um intermediário, o sociólogo Branislav Kontic.

Kontic era uma espécie de ‘office-boy’ do ex-ministro e levava remessas de dinheiro vivo para o Instituto Lula, em São Paulo.


Palocci aparenta estar muito magoado …

O ex-ministro disse em sua proposta de delação – que foi assinada com a Polícia Federal – que seu ex-“cumpanhero” e parceiro de fundação do PT, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, desviava dinheiro até do próprio Instituto.

De acordo com Palocci, parte do dinheiro que entrava como doação à entidade, era usado por Lula para bancar despesas pessoais e também de sua família.

O ex-ministro afirmou que o Instituto tinha uma espécie de ‘caixa 2’ para acobertar as operações de desvio das doações.

Paulo Okamotto, o presidente do Instituto, era quem cuidava da tal conta clandestina e mascarava todas as operações, segundo o delator.

Tanto Lula quanto Okamotto sempre negaram qualquer tipo de ilícito dentro do Instituto.


leia também:

Palocci vai implodir o PT: “Entre o partido e minha família, fico com a segunda opção”


 

compartilhe esse post:
RSS
Follow by Email
Facebook
Google+
Twitter
whatsapp
publicidade


  • error: Conteúdo protegido !!