PF faz rota reversa da propina e encontra Gleisi Hoffmann

Na denúncia apresentada ontem (30), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, detalhou o caminho da propina até chegar na nobre senadora paranaense

A Polícia Federal rastreou o departamento de propinas da Odebrecht e da empresa que fez a campanha de Gleisi ao Governo do Paraná, em 2014.

Resultado? Leiam abaixo … (trechos em azul escritos pela PGR)

“Investigação feita pela autoridade policial reuniu diversos documentos, apreendidos por ordem judicial de busca (como planilhas, e-mails, ligações) requeridas pelo MPF”.

Segundo a PGR, R$ 5 milhões saíram do departamento de propinas da Odebrecht para a campanha de Gleisi […] R$ 3 milhões foram registrados junto à Justiça Eleitoral. Desses R$ 3 milhões, cerca de R$ 1,8 milhão são correspondentes a lavagem de dinheiro – despesas que foram informadas ao TSE, porém não foram efetivadas.

Gleisi fez 13 ligações para o delator da Odebrecht, Benedicto Júnior, nas datas correspondentes aos repasses.

O chefe de gabinete da senadora, Leones Dall’Agnol, também fez ligações e enviou mensagens de texto ao celular do delator.

Mais provas? Tem sim …

Dados do sistema de contabilidade da empreiteira, o Drousys, mostraram as datas exatas dos repasses e os endereços dos marqueteiros de campanha de Gleisi.

“É que, ao lado da planilha47(fl. 429), consta anotação de entrega para pessoa de nome BRUNO, telefone 11 986080551, no endereço da rua Gomes de Carvalho, 921, 5° andar, São Paulo/SP, e ainda as iniciais ‘FM’, ‘C/FM’, ‘e-mail’, que relacionam a planilha a Fernando Migliaccio, executivo da Odebrecht responsável pela implementação do pagamento da ‘propina’.”

O endereço citado acima é da empresa Sotaque, que fez a campanha da petista.

Domingos Marques Neto, o publicitário (da empresa citada acima), confirmou que foi pago com R$ 1,1 milhão pelos serviços de campanha, porém não chegou a ter em mãos os R$ 3 milhões declarados por Gleisi no TSE.

Entenderam? Gleisi declarou ao TSE que pagou R$ 3 milhões para Domingos, quando na realidade ela repassou somente R$ 1,1 milhão.

“a prestação de contas da campanha de GLEISI HOFFMANN em 2014 foi fraudada perante o TSE para escamotear (ocultar e dissimular para fins de lavagem) o recebimento dos valores obtidos pelos atos de corrupção denunciados”, afirmou a PGR.

Mais provas? Tem sim …

Diligências realizadas pela PF (na empresa Hoya – do doleiro Álvaro Novis) constataram que ele subcontratava uma transportadora para realizar as entregas de dinheiro.

Um funcionário dessa transportadora confirmou para a Lava Jato que reconheceu o endereço das entregas que ele fez pessoalmente para o marqueteiro de Gleisi.


COM A PALAVRA, GLEISI HOFFMANN – a inocentA

A PGR atua de maneira irresponsável, formalizando denúncias sem provas a partir de delações negociadas com criminosos em troca de benefícios penais e financeiros.

O Ministério Público tenta criminalizar ações de governo, citando fatos sem o menor relacionamento, de forma a atingir o PT e seus dirigentes.

Além de falsas, as acusações são incongruentes, pois tentam ligar decisões de 2010 a uma campanha eleitoral da senadora Gleisi Hofmann em 2014.


(informações do Estadão)

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