‘Peladão’ do Museu de Arte Moderna deturpou e zombou da verdadeira obra de Lygia Clark


Lygia Pimentel Lins (1920 – 1998) realizou obras, como a série Bichos, de 1960 a 1964, usando construções metálicas geométricas que se articulam por meio de dobradiças e requerem a participação do público.

A partir desse ponto, o expectador passa a ser figura atuante para a obra e a intenção da artista não foi criar formas que se pareçam com verdadeiros animais, e sim que essa linha orgânica, essa profundidade dos planos e essas forma transformadora obtivesse a característica de uma obra viva, atuante.

“Um organismo vivo, uma obra essencialmente atuante. Entre você e ele se estabelece uma integração total, existencial. Na relação que se estabelece entre você e o Bicho não há passividade, nem sua nem dele” – LYGIA CLARK – 1960

entenda no vídeo abaixo:



2017 – Eis que aparece um ‘curador’ e um ‘artista’ e denigrem a obra de Clark

Abaixo a palavra do curador sobre a obra ‘humana’:

“A performance chamada “La Bête” foi inspirada em um trabalho de Lygia Clark. “Bichos” é considerada a obra viva da artista, pois sua intenção era de que a arte ultrapassasse os limites da superfície de um quadro.” 

Pois bem caro internauta, deu pra entender a ideia do artista?

Ele apresentou o corpo humano como se fosse a escultura de Lygia Clark. (vídeo acima)

As pessoas vinham, mexiam em seus braços, pernas, cabeça, etc … e o artista ficava parado na posição que o público o havia deixado […] até aí nada de mais.

Uma pergunta simples e direta para o sr. curador:

“Já que as pessoas não chegavam a tocar diretamente o órgão genital da obra de arte (o homem pelado), porque é que o cidadão se apresentou nu? Precisava dessa polêmica toda? O tal artista não poderia ter usado uma sunga ou até mesmo uma bermuda ou um short?”

Queriam usar o corpo humano pra representar a arte? Legal, isso é muito válido e criativo.

Porém me poupem!

Um ‘bilau’ exposto para espectadores não é obra de arte e sim sinal de ‘sacanagem’, no sentido literal da palavra. (infrm. ou tab. ato, dito ou procedimento próprio de sacana (‘devasso’, ‘espertalhão’, ‘trocista’); sacanice.)

Não havia outra intenção senão erotizar as crianças … e ponto final!

Patrícia Carvalho


 

publicidade


error: Conteúdo protegido !!