Orfanato católico enterrou 400 crianças numa vala | Diário do Brasil

Orfanato católico enterrou 400 crianças numa vala


A polícia da Escócia anunciou (no último dia 23) a prisão de doze pessoas suspeitas de cometerem “abusos físicos e sexuais” contra crianças em uma instituição católica.

Onze mulheres (entre elas algumas freiras com idades entre 62 e 85 anos) e um homem estão entre os acusados […] outras quatro pessoas ainda devem ser denunciadas.

Conhecido como “orfanato fantasma”, a instituição Smyllum Park está localizada na cidade de Lanark, região central do país e foi comandado durante décadas pela ordem Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo.

Ao menos 400 crianças foram enterradas numa cova clandestina

Mais de onze mil crianças passaram pelo Smyllum Park desde sua abertura em 1864 até o fechamento, ocorrido em 1981.

Várias crianças eram órfãs, enquanto outras vinham de famílias que não tinham condições de sustentá-las.

A Comissão de Investigação de Abuso Infantil da Escócia analisa denúncias sobre os abusos que foram cometidos no local.

Dezenas de pessoas que testemunharam garantem que foram agredidas (fisicamente e sexualmente) e submetidas a castigos enquanto viveram ali.

Outros relatos são conta de que um grande número de crianças teria morrido no orfanato […] os corpos foram enterrados e ficaram desconhecidos por anos.

Em 2003, um dos sobreviventes do orfanato encontrou uma cova clandestina em um terreno próximo onde, segundo uma investigação da BBC, foram enterradas ao menos 400 crianças.

Uma das vítimas chegou a afirmar que foi agredida pelas freiras e que em certa ocasião chegaram a enfiar sua cabeça em uma privada.

Outra testemunha disse que sempre passava fome:

“Não me lembro de comida. Lembro de ter comido grama. A fome era grande”, disse.

Uma terceira vítima contou que recebeu choques elétricos e ficou amarrada a uma cama e amordaçada por horas, engasgando com um travesseiro e engolindo vômito.

“Todas as crianças foram agredidas, castigadas, trancadas em quartos escuros. Nos faziam comer nosso próprio vômito. Diria que muitos de nós tivemos a boca lavada com sabão”, afirmou Theresa Tolmie-McGrane, que se apresentou como uma das vítimas.



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