O silêncio ensurdecedor da imprensa perante a denúncia da Revista Crusoé

Amanda Nunes Brückner | 15/04/2019 | 3:27 AM | BRASIL
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Na última quinta-feira (11), a revista Crusoé fez uma reportagem séria, baseada em fatos e provas, onde o presidente da mais alta Corte do país teria sido citado num esquema nefasto envolvendo a empreiteira Odebrecht e o governo Lula.

O nome do ministro José Dias Toffoli aparece numa troca de emails entre dois executivos (do alto escalão da empreiteira) e Marcelo Odebrecht (na época, presidente da Organização Odebrecht).

Resumindo: Toffoli, que na época atuava na AGU (Advocacia Geral da União) estaria envolvido em um processo que (supostamente) facilitaria que a Odebrecht vencesse um leilão para a construção de usinas hidrelétricas no Rio Madeira.

A revista não chegou a acusar Dias Toffoli, apenas cobrou explicações:

“Não é possível, apenas com base na menção a ele, dizer se havia algo de ilegal na relação com a empreiteira. Mas explicações, vale dizer, são sempre bem-vindas” publicou a Crusoé.

Grande parte da imprensa brasileira, a mesma que se ocupa em atacar Jair Bolsonaro 24 horas por dia, se fez de cega-surda-muda sobre o assunto divulgado na Crusoé.

Nenhum dos grandes jornalões brasileiros repercutiu a matéria e a gravidade das informações que a compõem: o fato de que o presidente do STF (citado no email com o codinome “amigo do amigo do meu pai”) poderia – supostamente – ser mais um dos beneficiários dos ‘agrados’ oriundos da empreiteira Odebrecht. 

Não se trata de ‘assassinar a reputação’ do presidente do STF e sim de ir atrás dos fatos … assim como eles (a imprensa) fazem com o presidente da República e seus filhos.

Nenhum veículo de comunicação contestou a informação da Crusoé … repetindo, ninguém contestou a informação … nem Dias Toffoli, o protagonista da denúncia, quis falar sobre o assunto.

O site Antagonista publicou o seguinte:

“Até agora, porém, a imprensa está calada, assim como a PGR, embora Dias Toffoli, o ‘amigo do amigo’, possa julgar seu amigo Lula e o empreiteiro amigo de seu amigo, Emilio Odebrecht.”

A PGR publicou uma nota em seu site negando que o nome de Dias Toffoli estaria em documentos da Força-Tarefa Lava Jato, em Curitiba.

Irado com a negativa da PGR, o Antagonista rebateu:

“O Antagonista mantém informação negada pela PGR sobre Toffoli”

Não dá pra construir um novo país se continuarmos varrendo a sujeira pra debaixo do tapete.

Quando é que o artigo 5º da CF (todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza) entrará em vigor?


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