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  • O poema que viralizou em Portugal e já teve mais de 500 mil compartilhamentos

    poema de João Batista do Lago na voz de Henrique Sousa

    ▼ assista o vídeo ▼

    A liberdade de expressão sangra!

    Está literalmente em risco de vida

    A facada – quase fatal – emigra

    Do Nordeste e fere a mãe querida

    Ó, ingrato filho, dei-te o leite das Liberdades

    Fiz de ti o primogênito da Democracia

    Agora feito Vulcano cravas-me sem dignidade

    Os ferros agora presentes em tua lulocracia

    Prendendo-me às rochas da ignomínia

    Pretendes-me excluir da sociedade

    Jamais imaginei, Ó filho ingrato, serdes

    Capaz de procederdes em tamanha maldade

    Neste teu vulgar pedido contra as Liberdades

    Deixaste claro o quanto e tanto de vulgaridades

    Residem no teu espírito demoníaco de cordeiro

    Enclausurado na sacristia d’um governo vil

    Abandonastes a mecânica dos nobres ideais

    Transformastes o corpo na máquina dos cardeais

    Vitupérios que sangram a livre expressão

     – Mesmo a expressão d’um mercado de opressão –

    Ó filho das minhas entranhas democráticas

    Esquecestes a paixão pelas Liberdades

    Amas agora a deusa das iniqüidades

    Por ela pedes que se esqueçam as verdades

    Por ela, Ó filho das minhas Liberdades

    Tomas o cetro do divino Stalin e

    Impõe num mágico pedido deblaterativo

    Teu mais puro horror das pudicas obviedades

    Quanta desgraça! Quanta ironia!

    Jamais imaginara nos teus braços – um dia –

    Acabar em estádio de miserável agonia

    Eu – a Liberdade – que por ti morreria

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