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  • Moro para Lula: “Não debato publicamente com condenados”


    O juiz federal declarou que “não é de seu feitio debater publicamente com réus condenados”

    Moro, que participou de um evento na sede da Petrobras (no RJ), também criticou o foro especial por prerrogativa de função (conhecido popularmente como foro privilegiado) e disse que as casas legislativas agem com o objetivo de evitar a prisão de parlamentares.

    O juiz se negou a responder as provocações do ex-presidente Lula, que declarou que a Justiça (especificamente a Operação Lava-Jato) tem agido para desmoralizar a Petrobrás e promover o desemprego no país.

    “O foro fere o princípio da igualdade […] as pessoas têm o direito de serem tratadas de maneira igual perante a lei […] a base de nossa democracia começa pelo princípio da igualdade […]” disse Sérgio Moro.

    Ainda de acordo com o magistrado, é preciso repensar o processo de proteção dos agentes políticos:

    “A proteção aos agentes políticos deve ser utilizada para proteger o parlamentar quanto a uma eventual perseguição política por conta de sua opinião pública e não para protegê-lo de investigações ou perseguições por corrupção”, acrescentou o juiz.


    A DEFESA DE LULA

    Os advogados do ex-presidente Lula declararam que o discurso de Moro “compromete a aparência de imparcialidade e pode motivar o reconhecimento da sua suspeição.”

    Cristiano Zanin Martins disse que em nenhum lugar do mundo seria aceitável que o juiz da causa fosse visitar uma parte (no caso a Petrobras) para dar conselhos jurídicos a ela:

    “Algumas ações ainda estão pendentes de julgamento, inclusive envolvendo o ex-presidente Lula”, afirmou Zanin.


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