“Médicos infectados pelo coronavírus adquirem doenças mais graves do que outros pacientes”

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Guilherme Santiago | 17/03/2020 | 11:25 PM | INTERNACIONAL
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(CNN) Ainda não está claro por que o novo coronavírus parece afetar mais os profissionais de saúde do que outros pacientes, disse um especialista na segunda-feira (16).

“Conhecemos a alta mortalidade em idosos, mas por razões que não entendemos, os profissionais de saúde de primeira linha correm um grande risco de doenças graves, apesar de serem mais jovens”, explicou o Dr. Peter Hotez, reitor da Escola Nacional de Medicina Tropical na Faculdade de Medicina Baylor, em Houston, EUA.

“Não há nada mais desestabilizador do que profissionais de saúde que adoecem”, disse Hotez à CNN, explicando que levará algum tempo para determinar o está tornando-os menos resistentes do que os pacientes.

As palavras de Hotez vieram depois de um fim de semana em que o ACEP (Colégio Americano de Médicos de Emergência) declarou que dois médicos que sofriam do coronavírus estavam em estado crítico: um médico de Washington na casa dos 40 anos e um de 70 anos em Patterson, Nova Jersey.

Não havia certeza se o médico de Washington contraiu a doença por meio de propagação no trabalho ou na comunidade, mas ele cumpriu todos os protocolos relevantes, informou o ACEP.

O médico de Nova Jersey, especialista em preparação para emergências, foi internado em um hospital com problemas respiratórios e isolado em uma unidade de terapia intensiva a partir do último sábado.

“Estou profundamente triste com esta notícia, mas não surpreso”, disse o presidente da ACEP, Dr. William Jaquis:

“Como médicos de emergência, conhecemos os riscos de nosso chamado. Estamos unidos a nossos colegas”.

O Dr. Li Wenliang – médico do Hospital Central de Wuhan que foi aclamado como herói por tentar soar o alarme sobre o coronavírus, mesmo quando a polícia o acusou de boatos de boatos – morreu poucas semanas depois de ter sido exposto.

Na época, o número de casos na China havia superado 31.000.

Eles agora estão em mais de 197.000 em todo o mundo.

“Talvez seja devido a uma dose mais alta de vírus que eles estão recebendo”, afirmou Hotez em sua entrevista.

“Nós realmente não sabemos. Vai levar tempo para estudar. Temos que fazer algo para dar aos profissionais de saúde da linha de frente um nível extra de conforto”.

Ter profissionais de saúde afastados e incapazes de cuidar de pacientes apresenta um enigma para o qual não há plano B neste momento, encerrou Hotez.

 


(Por Jacqueline Howard e Eliott C. McLaughlin com contribuição de Alisyn Camerota e James Griffiths)

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