Médico cubano que decidiu ficar no Brasil: "Éramos escravos. Fomos ameaçados o tempo todo" | Diário do Brasil

Médico cubano que decidiu ficar no Brasil: “Éramos escravos. Fomos ameaçados o tempo todo”


Médico cubano de 37 anos está no programa Mais Médicos desde 2014.

Alioski Ramires concedeu uma entrevista para a Revista Crusoé e explicou que Cuba ameaça os profissionais que tentam se estabelecer no Brasil.

O desgoverno petista criou um marketing embusteiro e fez uma lavagem cerebral nos brasileiros menos favorecidos.

Leia o que disse o doutor Ramires:

“Quando o novo presidente (Bolsonaro) disse que iria pagar o salário integral dos médicos cubanos, nosso governo decidiu se retirar do acordo … eles não se importam com os brasileiros atendidos e sim com o dinheiro que estavam recebendo do Brasil … a ditadura adora dinheiro”

“A gente trabalhava muito e a ditadura exigia cada vez mais sacrifícios … éramos escravos modernos”

“Tive que sair do programa (Mais Médicos) porque um representante da OPAS (Organização Panamericana de Saúde) me ameaçou dizendo que eu deveria entrar imediatamente no avião … eu recusei … Cuba é uma espécie de Alcatraz … uma prisão cercada pelo mar”

“A OPAS possui vários representantes que estão espalhados pelo Brasil … eles controlam tudo”

“Vou ficar no Brasil e prestar o Revalida (exame que reconhece os diplomas de médicos que se formaram no exterior) em 2019 … Cuba não produz nada … o país depende dos nossos profissionais que estão no exterior”

“Se eu voltar para lá, eles já disseram que irão cassar meu diploma”

“Diversos colegas de trabalho chegaram a entrar na justiça brasileira para ter o direito a receber 100% do salário … recebíamos menos de 30% dos quase 11 mil reais”


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