Lava-Jato: Suíça bloqueia R$ 2,8 bilhões desviados dos cofres públicos brasileiros


Novos nomes de corruptos e corruptores ainda vão aparecer, segundo a Lava-Jato

Investigadores da Suíça garantiram que, após 3 anos de inquéritos, novas informações serão enviadas para o Brasil em casos que envolvem verdadeiras fortunas.

Mais de 100 casos criminais (contra pessoas citadas na Lava Jato) estão em andamento nos tribunais suíços.

O procurador-geral da Suíça, Michael Lauber, declarou:

“Do nosso ponto de vista, ainda há muita coisa para aparecer. Existem muitas informações que ainda serão fornecidas para a Lava-Jato. As trocas de informações entre o Brasil e a Suíça estão a todo vapor e grande parte desses dados já estão em poder do MPF e da PF do Brasil”

Lauber informou que cerca de R$ 2,8 bilhões (800 milhões de dólares) estão bloqueados em contas secretas:

“Temos que investigar porque tudo indica que esse dinheiro é proveniente de lavagem de dinheiro ou corrupção internacional”

Segundo o Estado de S. Paulo, o MP suíço confirmou que, em 3 anos, já bloqueou mais de US$ 1 bilhão em ativos relacionados a suspeitos citados na Lava Jato.

Desse montante, cerca de 20% já retornaram aos cofres públicos brasileiros.

“Esse dinheiro terá que voltar para seus verdadeiros donos de direito. Para isso, precisamos da ajuda do Brasil. Não queremos um dinheiro que não é nosso” disse Lauber.

Lauber lamentou o fato de que a força-tarefa conjunta entre Suíça e Brasil jamais ter sido formada.

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia fechado um entendimento com Berna, mas em 2016 (revelou o Estadão) o projeto foi bloqueado no Ministério da Justiça e acabou jamais entrando em vigor.


 

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