Lava-Jato: Nossos ‘heróis’ tinham pés de barro?

Amanda Nunes Brückner | 28/06/2020 | 2:44 PM | MÍDIA
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Nesta semana, a sub-procuradora-geral da República, Lindora Maria Araújo (nº 2 da PGR)  fez uma visita no quartel-general da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba.

A diligência acabou causando desentendimentos entre a ‘chefe’ e seus subalternos.

O que fez a grande mídia?

Assim como eles têm feito com a pandemia do vírus chinês, os principais jornais e sites do país passaram a desinformar a população dizendo que Augusto Aras e Lindora Maria Araújo querem acabar com a a Lava-Jato.

Conversa fiada da mídia … a verdade é que força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, a qual o Brasil deve muito, poderá ter sua parcialidade colocada em xeque … ou não.

Será que o PSDB foi poupado? Qual a relação entre os caciques tucanos e a grande mídia? Nossos ‘heróis’ tinham pés de barro?

Leia abaixo trecho de um artigo publicado no portal Consultor Jurídico (Conjur) no dia 26/06/2020:

Procuradores de Curitiba desafiam e colocam-se acima da PGR

Os procuradores da força-tarefa da “lava jato” no Paraná sempre se consideraram um poder paralelo e autônomo. Mas resolveram ir além, ao se colocar acima da Procuradoria-Geral da República … os procuradores representaram contra a PGR na Corregedoria do Ministério Público Federal … ele se insurgiram contra o compartilhamento de informações com a PGR.

Para omitir informações sobre seus métodos de trabalho, os procuradores afirmaram que a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo — responsável pelo acompanhamento de processos da “lava jato” em Brasília — quis ter acesso a procedimentos e bases de dados da operação “sem prestar informações” sobre a existência de um processo formal para isso ou o sobre o objetivo da medida. Eles também disseram que ela pediu a liberação de um sistema usado no Paraná para gravar conversas telefônicas.

A PGR já sabe que os procuradores de Curitiba abriram mais de mil inquéritos nos últimos cinco anos, que não foram encerrados. Além de equipamento de interceptação telefônica, a “força-tarefa” adquiriu três Guardiões (aparelho de escuta telefônica, teoricamente destinado apenas aos órgãos de inteligência policial), mas dois deles sumiram.

Grande parte do acervo de gravações foi apagado no ano passado. Há fortes indícios de distribuição de processos fraudada e outras ilegalidades.

“É aquela história do ladrão que, flagrado, consegue confundir as pessoas gritando ‘pega ladrão’, enquanto bate em retirada”, ilustrou um ministro do STF, referindo-se à tática dos procuradores.

No início da noite desta sexta-feira (26/6), divulgou-se que os correspondentes, em Brasília, dos colegas de Curitiba, renunciaram à sua posição no grupo de trabalho da PGR.


Nota divulgada pelo PGR, Antônio Augusto Brandão de Aras, neste domingo (28)

A propósito de notícias sobre o desligamento de quatro procuradores do Grupo de Trabalho da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR), o órgão esclarece:

Os quatro procuradores integravam a equipe na gestão anterior. Pediram desligamento e foram readmitidos na administração atual, a fim de auxiliar a Coordenação da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Há cerca de um mês, uma das integrantes retornou à unidade onde está lotada e, na sexta-feira (26), outros três se desligaram, antecipando o retorno para as Procuradorias da República nos municípios de origem, o que já estava previsto para ocorrer no próximo dia 30. Os profissionais continuarão prestando valorosos serviços às comunidades para onde retornarão.

Com a redução natural dos trabalhos no grupo da Lava Jato, decorrente de fatores como a restrição do foro por prerrogativa de função determinada pelo STF, a demanda existente continuará a ser atendida por assessores e membros auxiliares remanescentes, sem qualquer prejuízo para as investigações.

A Lava Jato, com êxitos obtidos e reconhecidos pela sociedade, não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal (MPF), mas sim uma frente de investigação que deve obedecer a todos os princípios e normas internos da instituição.

Para ser órgão legalmente atuante, seria preciso integrar a estrutura e organização institucional estabelecidas na Lei Complementar 75 de 1993.

Fora disso, a atuação passa para a ilegalidade, porque clandestina, torna-se perigoso instrumento de aparelhamento, com riscos ao dever de impessoalidade, e, assim, alheia aos controles e fiscalizações inerentes ao Estado de Direito e à República, com seus sistemas de freios e contrapesos.

A PGR persevera na luta incessante para conduzir o MPF com respeito à Constituição e às leis do país, observando especialmente sua unidade e indivisibilidade, em harmonia com a independência funcional, expressas na norma constitucional de 1988.


 

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