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  • Jornal italiano comemora extradição de Cesare Battisti : “Um terrorista que foi protegido por Lula”


    O ladrão e assassino, que se tornou um escritor de sucesso, foi preso e depois libertado enquanto tentava fugir do Brasil para a Bolívia no último dia 04

    (PAOLO BIONDANI – ITÁLIA)

    “Agora o presidente brasileiro pode revogar o status de refugiado. Um passo importante para a extradição na Itália, da qual escapou há 36 anos” diz o jornal L’Espresso.

    Um escritor perseguido por suas idéias políticas?

    Não, um terrorista pluri-assassino deixado impune pela vontade do líder de um partido corrupto (se referindo a Lula e o PT).

    Cesare Battisti foi preso e depois libertado nos últimos dias tentando escapar do Brasil para a Bolívia.

    Uma “viagem de pesca”, disse ele; muito mais credivelmente uma tentativa de escapar para evitar ser enviado de volta para a Itália.

    Sim, porque depois de anos de “refúgio” no Brasil, Battisti agora corre o risco de ter seu status político revogado, o que seria um passo fundamental para sua extradição para a Itália.

    O caso de Caesar Battisti é a estranha história de um assassino condenado pela justiça, mas salvo pela política.

    A justiça é a italiana, que impôs a pena de prisão perpétua por quatro assassinatos […] já a política, é a brasileira … a política do PT.

    Uma sentença nunca executada porque o ex-terrorista vermelho fugiu para o Brasil, onde, em 31 de dezembro de 2010, o presidente Lula, o líder carismático da esquerda, vetou a extradição, como último ato de seu mandato.

    Os processos documentam que ele traficava armas e suas vítimas foram mortas por atos vingança.

    Caesar Battisti foi preso com outros cúmplices em Milão, em junho de 1979, em uma casa onde ele escondia um arsenal: armas, rifles, revólveres, metralhadoras, etc…

    Eram as armas dos “proletários armados comunistas”, dizia o grupo do bandido.

    Em outubro de 1981, enquanto cumpria a primeira sentença de assalto à mão armada, Battisti escapa da prisão de Frosinone e fugiu para a França, onde se torna um líder bem sucedido e defendido por ilustres intelectuais de esquerda.

    Em 1987 fugiu para o México e foi novamente julgado na Itália, à revelia, por estar foragido.

    Foi considerado culpado pela autoria direta ou indireta dos assassinatos de Antonio Santoro, Lino Sabbadin, Andrea Campagna e Pierluigi Torregiani e condenado à prisão perpétua.

    De acordo com a justiça italiana, foi dado a Battisti amplo direito de defesa e a sentença foi baseada no testemunho de diversas pessoas.

    Em 2009, já no Brasil, o ministro Tarso Genro concedeu-lhe asilo político e Lula parou o processo a extradição.

    Há alguns dias, com o fim da era Lula no Brasil, a Itália emitiu um novo pedido de extradição para Battisti.

    Enfim, a Itália encontrou um apoio do executivo brasileiro.


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