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  • Jornal americano diz que Joesley e Marcelo ‘apostavam em políticos como se aposta em cavalos de corrida’


    O chamado “LOBBY” não é algo recente nem tão pouco exclusividade do Brasil

    A Influência, seja aparente ou velada, através de um grupo que visa interferir nas decisões do poder público (na maioria das vezes no poder legislativo) em favor de causas e objetivos deveria ser algo normal […] mas os parlamentares brasileiros conseguiram transformar essa atividade em uma espécie de câncer.

    Uma coisa é levar aos congressistas as necessidades de uma empresa, de um grupo, de um segmento […] outra coisa bem diferente é pagar para conseguir essas necessidades.

    O lobby deveria ser uma “atividade organizada, exercida (por um grupo) dentro da lei e da ética, com o objetivo de ser ouvido pelo poder público. Tal atividade poderia resultar em medidas, decisões, atitudes, enfim, o contrário do que presenciamos no Brasil da atualidade”

    Nos Estados Unidos, o lobby é regulamentado e os ‘lobistas’ devem se registrar e prestar contas sobre suas atividades.

    Aqueles que descumprem as normas, recebem penalidades que vão desde multas até 5 anos de cadeia (leia-se detenção e não tornozeleira eletrônica).

    Políticos americanos não podem receber nenhum presente ou “agrado” com valor superior a 250 dólares por ano.

    Já na União Européia, os lobistas têm a opção de se registrarem ou não […] mas o ‘anonimato’ não os torna isentos de punições.

    Há um código de conduta para regular as atividades. Assim como nos EUA, a União Europeia também prevê punições severas para os transgressores da lei.

    E NO BRASIL?

    No Brasil, um dos países que mais têm leis no mundo, (de acordo com levantamento de 2007, o país tem cerca de 181 mil normas legais) a classe política conseguiu transformar o lobby em prostituição parlamentar. (como todo o respeito às meretrizes)

    Brasília se transformou num mercado de peixe […] uma espécie de leilão onde quem grita mais alto leva a mercadoria.

    Nosso país (infelizmente) ainda não conheceu o real significado de democracia. (um governo onde o povo exerce a soberania e o mesmo os representa)

    Palavras como ‘estado democrático de direito’, ‘igualdade’, ‘democracia’, ‘cidadania’ só existem no papel (se é que existem) e durante os discursos em épocas eleitorais.

    JOESLEY E MARCELO

    Joesley Batista (do grupo JBS) e Marcelo Odebrecht são uma amostra de como funciona a atividade parlamentar nacional.

    Eles não são os únicos ‘civis’ que praticaram atividades criminosas.

    No Brasil pós-ditadura militar, vender leis e se prostituir politicamente já se tornou um hábito.

    O esquema é simples de ser descrito:

    Um empresário procura um político ► que por sua vez facilita o acesso a empréstimos (via bancos públicos) ► e o empresário (corruptor) devolve um percentual desse empréstimo para o político (corrupto).

    Com a grana no bolso, começa a segunda fase: O empresário começa a investir no Congresso e compra os parlamentares para aprovar os projetos que são de seu interesse.

    É claro que a coisa toda não pode ser simplesmente resumida desta maneira, mas a ideia central (que queremos passar) é que ambos os lados tratam a corrupção como algo lícito.

    UMA SAÍDA?

    Antes de mais nada, é preciso rever o código eleitoral e penal do país: aumentar e/ou criar punições severas.

    Não é novidade para ninguém que o Brasil é o país da impunidade.

    Uma segunda medida seria e extinção total do foro privilegiado […] inclusive para os presidentes do poderes legislativo, executivo e judiciário.

    Seguindo adiante […] políticos que estiverem sob investigação ficariam proibidos de se candidatarem a qualquer cargo eletivo.

    Tem mais? SIM.

    Juízes do STF, STJ, TSE, enfim, cargos de alta relevância jurídica deveriam se submeter a concursos públicos e ter seu tempo de atuação limitado nas casas […] o que facilitaria uma oxigenação do sistema.

    Indicações para cargos de alto escalão em estatais também deveriam acabar: concurso neles!

    Ou se começa uma reforma de ‘mentes’ ou os empresários continuarão apostando em seus ‘cavalinhos de corrida’.


     

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