Estudo provoca overdose de cloroquina em pacientes para tentar desqualificar tratamento

Amanda Nunes Brückner | 15/04/2020 | 1:22 PM | MÍDIA
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A “ciência” a serviço do Mal

(a postagem é de Eduardo Vieira/RJ)

Custou-me bastante para crer no que eu havia lido.

Mas a verdade se impõe, como sempre, sem nenhuma preocupação com quem irá aceitá-la ou não.

O caso que cito aqui é o estudo feito no Amazonas pela Fundação de Medicina Tropical, com apoio e verbas de várias entidades públicas e apoio técnico da FIOCRUZ.

E, bizarramente, um aporte realizado por um grupo de senadores, cuja composição não consegui descobrir.

O estudo revelou que a cloroquina seria muito agressiva em seus efeitos colaterais e ineficaz para o tratamento do vírus chinês.

Esse recorte foi imediatamente divulgado por toda a imprensa brasileira e é usado por todos os defensores do caos para desacreditar o tratamento.

Mas o incrível não é nada disso. O incrível é a dosagem utilizada no estudo.

Até eu, aqui no meu computador, dentro de casa, apenas pelos meus contatos com amigos médicos já sei que deve-se usar a hidroxicloroquina, que NÃO é a mesma coisa que a cloroquina.

A primeira é muito menos agressiva ao organismo.

Sei também que no primeiro dia deve-se aplicar dois comprimidos de 400mg e nos quatro dias seguintes, um comprimido.

O total da dosagem no tratamento é de 6×400 = 2,4g de hidroxicloroquina.

Agora vamos ao estudo em questão.

A dosagem utilizada foi de dois comprimidos de 600mg por dia por DEZ dias.

Isso dá um total de incríveis 12g de cloroquina. (que é um medicamento mais forte e com mais efeitos colaterais)

Ou seja: DOZE gramas contra duas gramas e meia da recomendação usual.

Trata-se de CINCO vezes a dosagem. Isso no grupo de alta dosagem.

O estudo utilizou a dosagem recomendada em outro grupo simultaneamente.

O resultado dessa barbaridade foi um argumento de que a cloroquina faz mal e que não dá resultados.

Para isso morreram alguns velhinhos em Manaus, que talvez estivessem vivos hoje.

Ainda, os “cientistas” declararam que tiveram que interromper o trabalho por conta do alto grau de toxicidade do medicamento.

Mas NENHUM órgão de mídia informou que a dose usada foi 5 vezes maior que o recomendado.

Até água em excesso pode prejudicar o organismo.

É realmente desprezível o sequestro da ciência pela ideologia, da forma mais baixa e cruel, dispondo das vidas de pessoas inocentes.

Para se ter uma ideia da ‘overdose’ de cloroquina que os velhinhos sofreram, a bula do medicamento de 600mg diz o seguinte:

600 mg [1 comprimido por dia] de cloroquina base no primeiro e no segundo dias, seguidos de 300 mg/dia, por duas a três semanas.

Na imagem, o resumo da pesquisa, em inglês.

Link do estudo publicado no portal clinicaltrials.gov



 

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