Esgotamento emocional: Quando uma gota d’água é o suficiente para transbordar o copo


O ESGOTAMENTO PSICOLÓGICO PODE NOS ENFRAQUECER FÍSICA E MENTALMENTE

É o resultado que surge como consequência dos “muitos” que a vida nos cobra: muitas decisões, muitos pensamentos negativos, muito trabalho, muitas obrigações, muitas interrupções, muita ansiedade, muita tecnologia, muita informação, etc …

Paralelamente, também é reflexo de vários “poucos”: pouco tempo para si mesmo, pouca qualidade de vida, poucas horas de sono, pouca paz interior, pouco dinheiro, poucas oportunidades, etc…

Um cérebro cansado e esgotado psicologicamente trabalha e responde aos estímulos de maneira diferente.

Matthew Walker, professor de Neurociência e Psicologia da Universidade da California demonstrou a nível laboratorial que pessoas mentalmente cansadas têm uma percepção mais negativa da realidade e são mais sensíveis em questões emocionais:

“Às vezes você simplesmente se cansa, fica esgotado e sem forças […] nesse canto solitário do desânimo, tudo perde sua razão de ser, seu brilho, sua espontaneidade, sua vontade de seguir em frente …”

É errado pensar que esse esgotamento psicológico se deve a um acúmulo de erros, de decisões erradas, de fracassos e até mesmo de decepções pessoais.

Na maior parte das vezes,o cansaço é o resultado direto de um volume excessivo de tarefas e atividades que acumulamos sem perceber.


COPO MEIO CHEIO OU MEIO VAZIO?

Poderíamos formular essa pergunta de outro modo:

Quanto de água você conseguiria aguentar se estivesse com um copo na mão? 

Às vezes basta apenas uma gota a mais para encher esse copo e chegar ao limite das nossas forças.


SÍNDROME DE BURNOUT: A DOENÇA DO ESGOTAMENTO FÍSICO, MENTAL E EMOCIONAL

(Portal Psicologias do  Brasil) De acordo com a International Stress Management Association (ISMA), esse mal atinge cerca de 4% da população mundial […] já no Brasil esse número pode ultrapassar os 30% da população.

Em todas as áreas, não importa a profissão, o estresse faz parte do nosso dia a dia em um mundo cada vez mais competitivo. A Síndrome de Burnout é uma das consequências desde ritmo acelerado e atual, um estado de tensão emocional e estresse provocado por condições de trabalho desgastantes e estressantes.

O esgotamento é refletido através de comportamento diferentes, como agressividade, isolamento, mudanças de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, falha da memória, ansiedade, tristeza, pessimismo, baixa autoestima, ausências no trabalho.

Além desses sintomas citados, há relatos de sentimentos negativos, desconfiança e de paranoia.

Dos sintomas físicos são comuns: dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares. Em algumas mulheres também pode acontecer alterações no ciclo menstrual.


UM CASO

Mário se sente satisfeito com a sua vida.

É designer gráfico, gosta do seu trabalho, tem uma companheira adorável e acaba de ser pai.

Tudo ao seu redor é gratificante e não há nenhum problema significativo em sua vida.

A cada dia que passa, ele percebe que está mais difícil tomar decisões profissionais e pessoais, seu humor está mais alterado, ele não consegue se concentrar e está com problemas para dormir.

Ele não consegue entender o que está acontecendo. Na verdade, Mário deveria se sentir mais feliz do que nunca.

Através de uma espécie de gatilho (sensor) sua mente aciona um alarme e indica que “algo não vai bem”.

Mário tem com a sensação de várias coisas estão acontecendo ao mesmo tempo: um projeto novo no trabalho, novos clientes, um filho que vai nascer, a prestação do apartamento, o financiamento do carro, os estudos, enfim,  a consolidação de uma fase pessoal na qual ele deseja (e exige) que tudo seja “perfeito”…

Tudo isso forma uma constelação na qual atribuições (que seriam corriqueiras em outras épocas) formam um “excesso de muitos” em sua cabeça, colocando em perigo sua capacidade de controle.

O esgotamento mental dele é evidente e desgastante. 

(Portal A Mente é Maravilhosa)


SINAIS DO ESGOTAMENTO PSICOLÓGICO

  • Fadiga física: Sensação de esgotamento que chega a um nível que é comum nos levantarmos pela manhã com a sensação de ter sido ‘atropelado’ por um caminhão
  • Insônia: Acordar subitamente durante a noite e sentir grande dificuldade para pegar no sono.
  • Lapsos de memória. O esgotamento mental produz uma alteração cognitiva chamada “efeito de desinformação”, o que nos faz confundir dados, lembrar de informações de forma incorreta, misturar imagens, pessoas, situações, etc… …
  • Palpitações e problemas digestivos: dores de cabeça, perda ou aumento de apetite, má digestão, azia, taquicardia, sudorese, pressão alta, dores musculares, etc…
  • Irritabilidade e Pessimismo:  O esgotamento é também se reflete na mudança de comportamento repentino … agressividade, isolamento, alterações de humor, irritabilidade, pessimismo e baixa autoestima.
  • Anedonia: incapacidade de sentir prazer e de aproveitar as coisas que antes eram prazerosas […] a vida se torna mais cinza, o mundo fica suspenso e a esperança por dias melhores já não existe mais.

 “O sono é um bom colchão para o cansaço.”
-Juan Rulfo-


COMO ENFRENTAR UM SURTO PSICOLÓGICO

Às vezes, o verdadeiro esgotamento é formado por tudo aquilo que queremos fazer e não conseguimos.

Por todos aqueles objetivos cotidianos que nos propomos e ficamos frustrados porque nosso nível de exigência ou as pressões do ambiente são muito altas.

O escritor norte-americano Eric Hoffer, que publicou dez livros e recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, disse que o pior cansaço vem daquilo que não conseguimos realizar.

O cansaço psicológico consegue ser extremamente pior que o cansaço físico, pois achamos não há nada que seja capaz de aliviar a tensão de uma mente turbulenta.

No fim, a gota enche o copo e aí ele transborda. É nesse exato momento que tudo escapa do nosso controle.

Nesses casos, antes de mais nada, é preciso tomar consciência do que está acontecendo. 

O esgotamento psicológico chegou e devemos evitar que o “monstro” se torne ainda maior, mais obscuro e opressivo.


Nossa realidade é cada vez mais exigente […] às vezes pensamos que damos conta de fazer tudo: pura utopia.

Somos feitos de pele, carne, coração e tendões psicológicos que devem ser alimentados com tempo de qualidade, descanso, tranquilidade e lazer. Temos que aprender a nos priorizar, a cuidar de nós mesmos como merecemos ou … encontraremos Jesus bem antes do tempo.

Consentimentos que devemos fazer para escapar da fadiga mental

  • Consentimento para nos reencontrar: o esgotamento psicológico tende a nos aprisionar em camadas de preocupações, exigências, pressões, deveres e ansiedades até que chegamos a um ponto de esquecermos de nós mesmos. Dê permissão a si mesmo para se reencontrar. Separe uma hora por dia para reduzir todo tipo de estímulo (sons, luzes artificiais, barulhos, internet, etc..). Devemos passar um tempo num ambiente tranquilo, onde nos limitamos a “ser e estar”.
  • Consentimento para nos priorizar: Lembre-se daquilo que é prioritário para você, algo que o identifica, que você ama, que o faz feliz. O resto será secundário e não merece um grande investimento emocional e pessoal da sua parte.
  • Consentimento para ser menos exigente. Queiramos ou não, a vida é limitada e o dia tem 24 horas. Seja realista, aproveite o tempo e não coloque pressão em si mesmos […] não exija que tudo seja perfeito. Em certas ocasiões, basta que tudo seja igual a ontem, com equilíbrio e tranquilidade.

(Portal A Mente é Maravilhosa)



 

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