Desculpe Exército, mas não foi um acidente. Foi uma execução

Patrícia Moraes Carvalho | 09/04/2019 | 10:19 AM | DESTAQUES DB
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Eu, Patrícia, não queria escrever sobre isso, mas não consegui … foram 80 tiros

Um músico, pai de família, saindo do trabalho e a caminho de um chá de bebê.

Conhecido como Manduca, Evaldo dos Santos Rosa, 51 anos, estava acompanhado de sua esposa, um filho de de 7 anos e uma afilhada do casal, de 13.

Manduca foi fuzilado por oficiais do Exército, instituição que tantas vezes defendemos em nosso blog.

Eram suspeitos? Óbvio que não. Era uma família e o fato aconteceu à luz do dia.

Ahhh … mas os militares disseram que confundiram o carro do músico com o veículo de um assaltante.

Conversa fiada! Pelo amor de Deus. E mesmo que o tal carro estivesse com o tal assaltante, que soldados são esses que disparam uma rajada de 80 tiros?

A polícia militar de qualquer estado do país jamais se prestaria a um papel vergonhoso desse.

Ahhh … mas o Exército não está preparado para atuar em áreas urbanas.

Então que fiquem dentro dos quartéis, na selva, nas fronteiras, construindo pontes, enfim, não dá pra engolir esse tipo de comportamento.

Imaginem a seguinte cena:

De hoje em diante, todo carro que for confundido com veículo de bandido, será alvejado por aqueles que deveriam nos proteger.

Quais critérios foram usados para descarregar 80 munições em uma família? Quem deu a ordem?

Como explicar para um menino de 7 anos que seu pai foi brutalmente assassinado pelo Exército Brasileiro?

E o que mais me deixou indignada foi o fato de que nenhuma arma foi encontrada no carro do músico … e mesmo que ele tivesse uma arma guardada no veículo, o massacre não se justificaria.

O delegado Leonardo Salgado, da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, declarou o seguinte:

“Foram diversos, diversos disparos de arma de fogo efetuados, e tudo indica que os militares realmente confundiram o veículo com um veículo de bandidos. Mas neste veículo estava uma família. Não foi encontrada nenhuma arma [no carro]. Tudo que foi apurado era que realmente era uma família normal, de bem, que acabou sendo vítima dos militares” afirmou o dr. Leonardo em entrevista à TV Globo.

Me desculpe Exército Brasileiro. Não foi engano. Você escolheu um alvo e atirou.

E o ministro da Defesa? Não vai se pronunciar?

E o chefe das Forças Armadas (Jair Bolsonaro)? Vai ficar calado?


 

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