Descoberta acidental indica que a Malária pode ser a cura do câncer

Ao anexar as proteínas da malária à células cancerosas, os tumores podem ser erradicados – eficácia pode chegar a 90 % dos tipos de cânceres

De acordo com os cientistas, o parasita da malária se prende a um carboidrato presente nas placentas, que é idêntico a um carboidrato encontrado nas células cancerígenas.

Essa semelhança que poderia ser explorada na busca pela cura do câncer.

O parasita da malária utiliza uma proteína para aderir à placenta […] uma toxina (substância tóxica) foi adicionada a essa proteína.

Milagrosamente, as células cancerígenas absorveram essa toxina, que foi liberada no interior das células, fazendo com que essas células ‘doentes’ morressem.

“Durante décadas, os cientistas têm procurado semelhanças entre o crescimento de uma placenta e um tumor”, disse Ali Salanti, da Universidade de Copenhague.

“A placenta é um órgão que (em poucos meses) cresce de poucas células para um órgão pesando cerca de dois quilos e fornece ao embrião oxigênio e nutrição em um ambiente relativamente estranho. De certa forma, os tumores fazem o mesmo, eles crescem agressivamente em um ambiente relativamente estranho”.

O processo já foi testado em células de camundongos com câncer e a pesquisa foi publicada na revista Cancer Cell.

Cientistas esperam que a descoberta possa acelerar a pesquisa em seres humanos nos próximos quatro anos.

“O grande desafio agora é descobrir se o corpo humano pode tolerar doses necessárias dessa toxina sem desenvolver efeitos colaterais. Estamos otimistas porque a proteína parece apenas se unir a um carboidrato que só é encontrado na placenta e em tumores de câncer nos seres humanos”, afirmou Salanti.

Nos testes realizados com ratos, foram implantados três tipos diferentes de cânceres presentes em humanos.

Os tumores de linfoma não-Hodgkin foram reduzidos em cerca de um quarto do tamanho original […] o câncer de próstata foi eliminado inteiramente em dois dos seis camundongos testados […]  e o câncer de osso metastático foi reduzido com sucesso em 80% dos casos.

“Ao realizar testes em camundongos, conseguimos mostrar que a combinação de proteína e toxina mata as células cancerígenas”, disse Mads Daugaard, pesquisador de câncer da Universidade do Canadá da Colúmbia Britânica.


 


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