Congresso Nacional e o Fundo Partidário: 300 picaretas com anel de doutor?

Patrícia Moraes Carvalho | 19/09/2019 | 3:00 PM | POLÍTICA
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Em 1995, o grupo Paralamas do Sucesso lançava uma música que viria a ‘bombar’ nas principais rádios do país.

A letra narrava o dia a dia dos deputados federais e dizia o seguinte:

São trezentos picaretas com anel de doutor
Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo, é propina e jeton

Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída

Pois bem … 24 anos se passaram e na noite de ontem, nossos nobres deputados fizeram jus à homenagem dos Paralamas.

(Agência Brasil) Um projeto de Lei, aprovado na calada da noite sob a batuta de Rodrigo Maia, prevê que os deputados possam usar o Fundo Partidário para serviços de consultoria contábil e advocatícia; pagar juros, multas, débitos eleitorais e demais sanções relacionadas à legislação eleitoral ou partidária; compra ou locação de bens móveis e imóveis, construção de sedes, realização de reformas; e pagamento pelo impulsionamento de conteúdos na internet, incluindo a priorização em resultados de sites de pesquisa.

É um verdadeiro retrocesso … abaixo mais um pequeno trecho música ‘atualíssima’ dos Paralamas:

Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição


 

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