Comandante da Marinha Russa diz que o mundo está a ‘milímetros de uma guerra’


Vladimir Komoyedov, almirante da Marinha Russa, alertou que as tensões poderão aumentar se os EUA e a Rússia não encontrarem uma saída diplomática para o conflito na Síria.

O comandante, que liderou a poderosa Frota do Mar Negro da Rússia entre 1998 e 2002, disse que uma “grande guerra” está se aproximando.

Ele sugeriu que políticos russos e norte-americanos negociem e parem a marcha em direção ao conflito:

“Não devemos permitir a guerra. O mundo está a milímetros de um grande conflito mundial e isso é sério.” 

Temores de uma guerra catastrófica aumentaram depois que Donald Trump cancelou seus compromissos na Cúpula das Américas (em Lima/Peru) e ameaçou atacar o regime sírio de Bashar al-Assad.

Segundo Trump, o presidente sírio é um animal que ordenou um ataque químico na cidade de Douma, resultando na morte de dezenas de civis inocentes.

Quando perguntado se os EUA atacariam a Síria, o almirante Komoyedov respondeu:

“Espero que os políticos tenham capacidade para negociar ou o mundo sofrerá as consequências de uma guerra devastadora que não se restringirá somente à Síria”

Diplomatas russos reafirmaram hoje que as forças de Moscou defenderão a Síria de qualquer ataque norte-americano.

Vladimir Putin e Bashar al-Assad são aliados próximos e milhares de tropas russas permanecem na Síria – junto com aviões e navios de guerra em sua base na cidade de Tartus.

As forças dos EUA também têm presença na Síria e no vizinho Iraque.

No ano passado, Trump optou por atacar o regime sírio após um ataque químico e enviou o contratorpedeiro USS Porter para lançar 59 mísseis de cruzeiro na base aérea de Shayrat.

O almirante Komoyedov encerrou dizendo:

“Não podemos subestimar os EUA […] é um país militarmente poderoso. A profundidade da defesa estratégica deles é de 1500 km. Isso é muito sério. A guerra deve ser evitada enquanto ainda nos restam alguns milímetros.”

A Rússia negou que a Síria tenha organizado o ataque químico e rotulou as notícias dos jornais internacionais como “fake news” que podem trazer “graves repercussões”.


 

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