Coca Cola: A fórmula do refrigerante e o extrato de cocaína

Patrícia Moraes Carvalho | 09/04/2019 | 12:00 PM | DESTAQUES DB
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Atualmente não, porém algumas pessoas acreditam que no passado houve uma pequena quantidade da substância na fórmula do refrigerante mais famoso do mundo.

Antes de se indignar com essa afirmação, vale lembrar qual era o panorama da medicina no século 19, quando surgiu a fórmula da Coca-Cola.

Naquela época, a coca (a planta) era tida como um fármaco milagroso […] algo que não se compara com o uso desregrado dos tempos atuais, em que a planta (após o refino) é usada como entorpecente e estimulante.

Foi um químico alemão quem conseguiu isolar de suas folhas o extrato de cocaína.

Logo, seus poderes terapêuticos começaram a ser difundidos para o tratamento das mais diversas doenças, de asma até histeria.

Até como anestésico local a cocaína chegou a ser utilizada naquela época.

Décadas mais tarde, o farmacêutico americano John Styth Pemberton criou a fórmula da bebida que seria batizada de Coca-Cola.

Segundo alguns relatos, ela continha cocaína (60 miligramas em cerca de 240 mililitros).

John ainda não conhecia os efeitos danosos e nem desconfiava que a planta da coca poderia levar à dependência química.

Uma vez estabelecida essa relação, a substância teria sido retirada da fórmula, no início dos anos 1900.

Quem conta a história é Pedro Eugênio Mazzucchi Ferreira, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da PUC do Rio Grande do Sul e um dos autores de Cocaína: Lendas, História e Abuso, artigo publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria.

Segundo a assessoria da marca, “a fórmula da Coca-cola é o segredo industrial mais bem guardado do mundo. Exatamente por isso a empresa não comenta esse assunto”.


 

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