Brasileiro não sabe usar um lápis, um título de eleitor, uma CNH e ainda quer ter armas?

ARMAR A POPULAÇÃO É SER CÚMPLICE DE UM GENOCÍDIO

(Amanda Nunes Brückner para o Diário do Brasil)

Às vezes, quando nos deparamos com situações extremas – como é o caso da violência do Brasil – nos deixamos levar por ‘supostas soluções mágicas’ .

Colocando os pingos nos ‘is’ e indo direto ao ponto: a proposta de Jair Bolsonaro em armar a população é o maior absurdo já dito nos últimos anos.

Me desculpe caro Bolsonaro, meu voto é seu, mas essa proposta é absurda!

Eu mesma, em outras publicações aqui no Diário do Brasil, já me deixei levar por argumentos fictícios como:

Pesquisa de Harvard indica que quanto mais armas um país possui, menos crime são cometidos; o cidadão tem o direito de defender sua família e sua casa; se o fulano estivesse armado, isso não aconteceria … e por aí vai

Analisando friamente a situação do Brasil, acredito que temos que começar tudo do zero, assumindo em primeiro lugar que somos uma pátria sem educação […] somos um país de terceiro mundo e devemos agir como tal.

Pesquisas sobre armamentos (como essa que foi feita em Harvard) mostram dados de países de primeiro mundo, onde a realidade é totalmente diferente da nossa […] e mesmo assim, os últimos acontecimentos (principalmente nos EUA) tem nos mostrado que armas legalizadas nas mãos de pessoas supostamente preparadas não são sinônimo de segurança.

Nosso país precisa de ‘leis penais’ mais fortes. É preciso endurecer as punições para os marginais.

Sim, sou contra a liberação de porte de armas para cidadãos ‘comuns’, porém sou a favor de pena de morte e prisão perpétua para crimes hediondos.

Precisamos investir em nossas policias, pagar melhores salários, e porque não, dar a eles um aval jurídico para matar bandidos quando forem ameaçados no cumprimento de suas funções.

Deixem o Estado fazer a função de Estado […] nós (cidadãos) temos que nos preocupar em viver a vida, que passa num piscar de olhos.

Voltando à questão do brasileiro andar armado … me respondam sinceramente:

  1. Um cidadão que mal sabe escrever e se comunicar em sua língua pátria, tem condições de portar uma arma?
  2. Um cidadão que não sabe usar o título de eleitor e vende seu voto para políticos corruptos, tem condições de portar uma arma?
  3. Um cidadão que pega um carro, enche a cara de cachaça e sai dirigindo feito doido, tem condições de portar uma arma?
  4. Um cidadão que briga por religião, por opção sexual, por time de futebol, por estilo de música, etc … tem condições de portar uma arma?

Enfim, precisamos aprender a usar o lápis, o título de eleitor, a CNH, a cidadania, a tolerância às diferenças e só depois – se esse for o caso – pensar em usar armas.


 

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