Barroso deixa Moraes no vácuo. Inquérito ditatorial perde força

Amanda Nunes Brückner | 28/07/2020 | 8:32 AM | MÍDIA
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Depois de chamar de bandidos os cidadãos comuns que emitem opinião política, Barroso “despiora” o discurso e diz que o judiciário não têm capacidade de decidir sobre o inquérito das Fake News.

O ministro declarou que é “ilusão” pensar que cabe ao Judiciário o protagonismo no combate às fake news. Ele cobrou ações das plataformas responsáveis pelas redes sociais.

Quando Jair Bolsonaro jogou a ação para o próprio STF analisar (embora muitos direitistas tenham achado ineficiente e tenham pela enésima vez pedido a intervenção militar), ele fez com que os ministros tenham uma decisão difícil pela frente.

Jair não pediu para que as contas voltassem aos seus donos, nem defendeu os nomes dos envolvidos, ele “apenas” pediu para o STF nos explicar aquele artigo da Constituição que assegura a “liberdade de expressão”.

Agora é o seguinte: ou assumem que a corte agiu CONTRA A CONSTITUIÇÃO mandando excluir meios de comunicação e até prender jornalistas por simples incompatibilidade política, ou terão que dar a cabeça do Alexandre de Morais, que tomou no frente do inquérito sigiloso.

O fato é que uma das REGRAS da CONSTITUIÇÃO foi quebrada nesse caso e mesmo com todas as palavras difíceis que os senhores ministros falam, possivelmente não encontrarão uma meia dúzia delas que justifique calar pessoas que pensam diferente do sistema e que são apenas a caixa de ressonância de MILHÕES DE BRASILEIROS.

O processo construído pela equipe do governo é fantástico e não deve ter sido criado em 2 dias.

Parabéns aos juristas!

Tenhamos paciência diante dos absurdos da próxima vez …


(Raquel Brugnera – jornalista

 

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