Áudio de juiz no WhatsApp: “Gilmar Mendes recebeu uma mala grande para conceder habeas corpus “

Em um áudio estarrecedor que está circulando pela internet, o juiz eleitoral que mandou prender o ex-governador do RJ (Anthony Garotinho) diz que o ministro Gilmar Mendes teria recebido uma ‘mala grande’

(Fonte: Fausto Macedo Estadão)

Um áudio com a suposta voz do juiz eleitoral Glaucenir Oliveira, que mandou prender (de forma polêmica) o ex-governador do Rio de Janeiro, teria vazado através de um grupo do aplicativo WhatsApp.

Na mensagem, a voz (que supostamente seria do magistrado) acusa o ministro do STF e presidente do TSE, Gilmar Mendes, de ter recebido dinheiro para conceder um habeas corpus ao ex-governador, fato que ocorreu na última quarta-feira (20) […] Gilmar soltou Garotinho e justificou que não havia qualquer elemento que justificasse a prisão preventiva.

“Tenho acesso a pessoas que estão no meio […] estou vendendo o peixe conforme eu comprei […] o que se diz é que a quantia foi alta […] a mala foi grande […] ele não tem vergonha na cara” diz a voz da gravação.

Oficialmente, o juiz eleitoral ainda não se manifestou.

Já o TSE divulgou uma nota dizendo que o ministro Gilmar Mendes ordenou a investigação imediata do áudio:

“O ministro do STF e presidente do TSE, Gilmar Mendes, solicitou providências ao Corregedor Nacional de Justiça e à PF a instauração de inquérito ao sobre o áudio que circulou hoje nas redes sociais no qual são feitas graves acusações caluniosas à sua pessoa e às recentes decisões tomadas por ele. Gilmar Mendes reitera que suas decisões são pautadas pelo respeito às leis e à Constituição Federal.”



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soltou uma nota de repúdio ao juiz Glaucenir de Oliveira, da Vara Criminal de Campos dos Goytacazes (RJ) e titular da Zona Eleitoral da cidade

Nota de Repúdio do TSE

Recente divulgação na imprensa expõe a ousada postura do Juiz de Direito Glaucenir de Oliveira, da Vara Criminal de Campos dos Goytacazes e Titular da Zona Eleitoral daquele Município Fluminense, que investe de maneira solerte contra a dignidade e a honra do eminente Ministro Gilmar Ferreira Mendes, do Supremo Tribunal Federal e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, imputando-lhe a conduta criminosa da prática de corrupção passiva, em face de decisão proferida em processo de Habeas Corpus em favor de paciente alegando constrangimento.

O Presidente Gilmar Ferreira Mendes não precisa que ninguém venha a público para defendê-lo de tal increpação insidiosa e maligna, porque a sua honradez pessoal e o seu devotamento à Justiça e ao Direito, reconhecidas e proclamadas no mundo jurídico e no País, falam por si mesmas. São muitos os que admiram a sua coragem de enfrentar situações difíceis e causas complexas, sem qualquer hesitação em seguir, com fidelidade invariável, o seu pensamento afirmativo das liberdades, dos direitos e das garantias subjetivas, mesmo quando muitos discordam dos seus entendimentos. O seu prestígio de doutrinador jurídico também é eloquente e indesmentido.

Não se pode tolerar, de modo algum, esse vilipêndio da honra pessoal do Presidente Gilmar Ferreira Mendes e, em absoluto, não se pode admitir que se desenvolva este nefasto clima de afoitezas ímpares, calcadas em sentimentos adversos ocultos, que somente deverão ser desvendados em tarefa de averiguação ulterior.

Esta Corregedoria Eleitoral adotará, no momento apropriado seguinte, a medida adequada ser implementada para inibir e reprimir esse procedimento sem paralelo e inopinado. Por agora, presta-se ao ilustre Presidente Gilmar Ferreira Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral, a mais irrestrita solidariedade, repudiando, com a maior veemência, a acusação desferida contra ele e desagravando-o pela absurdeza desse ataque.

Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Corregedor Geral da Justiça Eleitoral


 

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