Aqui, a regra é cultuar bandido, ainda mais se for de colarinho branco

Amanda Nunes Brückner | 05/08/2019 | 2:40 PM | MÍDIA
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Que país estranho …

Indulto aqui, redução de pena ali por “bom comportamento”, uma suavizada ali porque leu um livro, etc …

O brasileiro comum, aquele que não tem foro privilegiado, respeita a lei, estuda e se esforça para melhorar de vida, é um idiota … trabalha 5 meses no ano para pagar impostos que sustentam privilégios de uma elite sustentada a vinhos premiados e lagosta.

Em troca, esse ‘brasileiro comum’ recebe um dos piores serviços públicos do mundo.

De repente, por algum milagre divino, aparece alguns homens iluminados para tentar combater os criminosos que saqueiam os cofres públicos … e esses ‘heróis’ começam a ser tratados como párias.

O deboche é supremo e beira o inacreditável.

Estamos prestes a assistir um retrocesso que colocará o Brasil na contramão do mundo civilizado … o fim da prisão em segunda instância.

O motivo?

Tirar da cadeia o homem que chefiou o maior esquema de corrupção da história do mundo.

Mas não é só … além de safar a quadrilha que quebrou o país, o MECANISMO ainda tenta punir o ex-juiz e o procurador da República que se tornaram os símbolos da Lava-Jato, a operação que ousou acabar com a impunidade dos intocáveis.

O fim da prisão em segunda instância poderá resultar na soltura de Lula, Cabral, Cunha, Dirceu e de dezenas de milhares de outros condenados … sim, dezenas de milhares.

Será a apoteose dos corruptos e das grandes bancas criminalistas … uma derrota imensurável para a sociedade.

Nunca mais haverá punição para um bandido rico … aquele que saqueia recursos dos hospitais, das estradas sucateadas, das creches e das merendas das crianças, dos remédios dos idosos, da segurança pública, enfim, estaremos regredindo para os anos 80.

Mesmo que consiga uma vaga no STF, Sérgio Moro não terá “vocação” nem “sapiência jurídica” para enxergar que a Constituição possui um inciso que protege bandidos de colarinho branco Ad infinitum.


(trechos da matéria escrita por Plácido Fernandes, no Correio Braziliense)

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