“Abusou de mim na presença do meu pai” diz vítima de João de Deus

Amanda Nunes Brückner | 17/12/2018 | 12:32 PM | BRASIL
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Em entrevista para o programa Fantástico, da Rede Globo, a advogada Camila Correia Ribeiro declarou que foi abusada pelo médium curandeiro João de Deus na frente de seu pai.

Camila conta que os abusos ocorreram no ano de 2008 numa sala reservada […] segundo o relato, o pai dela estava presente e João de Deus pediu para que o mesmo virasse de costas, fechasse os olhos e rezasse.

A advogada chegou a entrar na justiça, porém o curandeiro foi absolvido.

Abaixo alguns trechos da entrevista de Camila e de seu pai, o sr. Augustinho Ribeiro:

CAMILA: “Meu nome é Camila e sou de Belo Horizonte. Fui até Abadiânia em agosto de 2008 porque eu tinha Síndrome do Pânico. Na época, aos 16 anos, fui com fé, eu e minha família. Ele [João de Deus] falou que o meu caso era grave, que eu tava quase morrendo. Que ele precisava me atender na sala dele, que ele ia me curar. Quando ele abriu a porta, ele falou assim: “o senhor vai entrar com ela?”. Meu pai falou “vou, vou entrar”.

O PAI DE CAMILA: “Ele disse “ó, pai, vira de costas, faça as suas orações”. O tempo todo ele falava pra mim, “pai não abra os olhos”. Sim, estava confiando… e só fazendo as minhas orações.”

CAMILA: “Falou que eu ia ser curada, que era pra eu rezar … ele começou a passar em minhas partes íntimas … eu tava confusa, não tava entendendo … chorava muito. E ele falou: “calma, isso faz parte do tratamento, isso faz parte da cura … colocou minha mão no órgão dele … eu não conseguia mexer nem falar … [Meu pai] tava perto, muito perto, sabe?”.

O PAI DE CAMILA: ” …pensava que ela estava recebendo uma cura … não imaginava que ela estava nas mãos de um bandido … não pude fazer nada… É muito triste, é muito triste … entrei em desespero. Minha filha do meu lado e eu não pude salvar ela? Procurei uma delegacia no dia seguinte.”

CAMILA: “Fizemos uma denúncia contra ele. Depois de 5 anos, a Justiça absolveu ele [o médium] … arquivaram o processo”

A juiza que deu a sentença alegou que Camila tinha síndrome do pânico, o que causaria crises súbitas e ataques que a deixariam incapacitada, resultando numa incapacidade mental de distinguir fantasia e realidade.



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