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  • A razão pela qual Kim Jong-un quer destruir a América – Vingar a morte de seus antepassados


    “Toda cidadão norte-coreano sabe o que aconteceu com o seu empobrecido reino nas mãos de Washington” declarou a estatal de mídia KCNA

    Estima-se que 20% da população total da Coréia do Norte tenha sido assassinada por bombas americanas durante a Guerra da Coréia.

    O avô de Kim – o fundador da RPDC – Kim Il-Sung –  viu a nação ser devastada com mais de 600 mil toneladas de bombas.

    Todas as cidades foram atingidas pela Força Aérea dos EUA em ataques implacáveis  e sangrentos ocorridos entre 1950 e 1953.

    Dezenas de milhares de toneladas de napalm (conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada, utilizados como armamento militar) foram usadas para queimar grande parte do território norte-coreano.

    O evento é descrito como o “pecado original” dos EUA, disseram os historiadores em meio à crescente crise nuclear.

    Bombardeiros B29 sobrevoaram sobre a Coréia do Norte e despejaram mais bombas do que a Força Aérea dos EUA lançou em toda Segunda Guerra Mundial.

    O Norte não conseguiu se defender desses ataques […] seu poderio aéreo foi totalmente eliminado pelos EUA.

    É alegado que os EUA destruíram mais cidades na Coréia do Norte do que em toda a Alemanha e Japão juntos.



    As avaliações da Força Aérea dos Estados Unidos registaram que 18 das 22 maiores cidades do país foram “totalmente extintas”.

    Milhões morreram na Coréia do Norte durante o conflito, muitas vezes chamado de “guerra esquecida” devido à sua falta de atenção no Ocidente.

    Em 2015, Kim Jong-un declarou que a Coréia do Norte deve forçar os EUA a “pagar pelo derramamento de sangue dos coreanos e acertar as contas com ele, em memória de seus antepassados”. 

    Durante uma visita ao museu que homenageia os combatentes da Guerra da Coréia, Kim acrescentou:

    “Este museu é fonte da vontade de se vingar do inimigo e um lugar histórico que testemunha as monstruosas atrocidades dos imperialistas dos EUA”.

    O especialista em assuntos relacionados à Coréia do Norte, Robert E Kelly, descreve o bombardeio do país como o “pecado original” dos EUA:

    “Os EUA punidamente bombardearam a Coréia do Norte durante a Guerra da Coréia, 1950-1953. Mais de um milhão de pessoas morreram”, escreveu Kelly no site Asian Security.



    Ele disse que os Kims estão tomando medidas baseadas nas lições aprendidas nas guerras e estão construindo complexo de bunkers subterrâneos massivos para se preparar para futuros bombardeios lançados pelos EUA.

    O general da Força Aérea dos EUA, Curtis LeMay, que liderou alguns bombardeios na Guerra da Coreia, falou sobre a brutal campanha, durante uma entrevista em 1988.

    Ele disse:

    “Fomos lá e lutamos na guerra […] queimamos todas as cidades da Coréia do Norte […] destruímos tudo que víamos pela frente. Durante um período de três anos ou mais, matamos cerca de 20% da população da Coréia”

    O cineasta Chris Marker, que visitou a Coréia do Norte em 1957, disse:

    “O extermínio passou por aquela terra. Queimaram tudo … casas, pessoas, animais … foi um verdadeiro e inesquecível genocídio”

    “A brutalidade durante a Guerra da Coréia deve ser lembrada”, destacou o cineasta.



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