‪Não há como vencer uma guerra aceitando passivamente a assimetria imposta pelo adversário desonesto

Amanda Nunes Brückner | 29/05/2020 | 6:27 PM | MÍDIA
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A GUERRA ASSIMÉTRICA acontece quando há um desequilíbrio entre duas forças conflitantes:

enquanto um dos lados joga limpo, atuando na clave da legalidade jurídica, o outro já não respeita as normas, atuando na clave da trapaça política – e ainda cobrando reverência do adversário.‬

‪O conceito de guerra assimétrica foi popularizado por Olavo de Carvalho, inspirado no livro apócrifo “36 estratagemas de guerra chineses”, que contém metáforas sobre situações de conflito, abordando a dissimulação, a confusão, o medo, a passividade e a ignorância do inimigo.‬

‪Segundo ele, guerra assimétrica é “dar tacitamente a um dos lados beligerantes o direito absoluto de usar de todos os meios de ação, por mais vis e criminosos, explorando ao mesmo tempo, como ardil estratégico, os compromissos morais e legais que amarram as mãos do adversário”.‬

‪Enquanto um dos oponentes segue as regras, mantendo uma impoluta elegância e obediência, o outro joga na base do vale tudo – dedo no olho, chute na canela e soco na cara – e ainda exige, cinicamente, prudência e sofisticação do adversário, que aceita docilmente o jogo desleal.‬

‪Não há como vencer uma guerra aceitando passivamente a assimetria imposta pelo adversário desonesto.

Não há como vencer uma guerra JURÍDICA se o seu adversário está jogando na clave da POLÍTICA.

Entender isso é o 1° passo para largar a inocência e ingressar de vez na realidade.‬


(Ludmila Lins Grilo – Juíza de Direito do TJ-MG e professora de Direito Penal – via rede social)

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