Voluntários abandonam a Rio 2016: “São forçados a trabalhar como escravos e conviver com escassez de comida”

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Cerca de 50.000 pessoas se ofereceram para trabalhar de graça nos Jogos. Desse total, mais de 15.000 já abandonaram a Rio 2016

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Entre as principais queixas estão as longas jornadas de trabalho e a escassez de comida.

Falta de treinamento, turnos de trabalho exaustivos (até 15 horas), má coordenação e ordens para reprimir manifestações políticas também também fazem parte do ‘cardápio’ de reclamações.

Quem informa é o periódico The Independent.

Elas vêm de todo lugar do mundo e trabalham como motoristas, guias turísticos, tradutores, organizam filas, ajudam a conferir os ingressos, entre outras funções.

Cerca de 30% já abandonaram seus postos.

“Muitos pararam por causa da comida. Eles eram orientados a trabalhar até 15 horas por dia e nesse período era oferecido apenas um lanche leve”, disse um voluntário .

“É uma falta de consideração com a vida e o bem-estar das pessoas” continuou.

“Muitas vezes os voluntários são forçados a fazer hora extra. Eles nos pedem para entrar mais cedo e, depois, nos detém na hora de ir embora” disse Aisha Marcelina de 23 anos.

A organização nega que o número de pessoas que estão abandonando o evento seja um problema.

“Essa porcentagem nos permite operar com uma margem confortável. A desistência de uma parcela já estava em nossos planos”, disse Mario Andrada, porta-voz da Rio 2016.

(The Independent)

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