Sérgio Machado: “Temer não vai se calar? Eu também não! Paguei propina e pronto!”

DELATORDESAFIA

Machado rebateu o pronunciamento de Michel Temer feito em cadeia de rádio e TV

O presidente em exercício afirmou que as acusações relatadas pelo ex-presidente da Transpetro em sua delação são levianas e mentirosas.

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“Enquanto alguns deixam, eu não deixarei passar em branco essas denúncias contra mim” disse Michel Temer

Sérgio divulgou uma nota oficial reafirmando tudo o que delatou.

A nota:

abre aspas

1) Quando se faz acordo de colaboração assume-se o compromisso de falar a verdade e não se pode omitir nenhum fato; falo aqui sob esse compromisso;

2) Em setembro 2012 fui procurado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), presidente em exercício do partido, com uma demanda do então vice-presidente da República, Michel Temer: um pedido de ajuda para o candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, porque a campanha estava em dificuldades financeiras;

3) Naquele mesmo mês, estive na Base Aérea de Brasília com Michel Temer, que embarcava para São Paulo. Nos reunimos numa sala reservada;

4) Na conversa, o vice-presidente Michel Temer solicitou doação para a campanha eleitoral de Chalita;

5) O vice-presidente e todos os políticos citados sabiam que a solicitação seria repassada a um fornecedor da Transpetro, através de minha influência direta. Não fosse isso, ele teria procurado diretamente a empresa doadora;

6) Após esta conversa mantive contato com a empresa Queiroz Galvão, que tinha contratos com a Transpetro, e viabilizei uma doação de R$ 1,5 milhão feita ao diretório nacional do PMDB; o diretório repassou os recursos diretamente à campanha de Chalita. A doação oficial pode ser facilmente comprovada por meio da prestação de contas da campanha do PMDB ;

7) É fato que nunca estive com Chalita.

fecha aspas

A primeira providência agora é provar se os dois realmente se encontraram na Base Aérea, fato quase impossível de se confirmar.

A FAB não tem registros de quem entrou na Base Aérea de Brasília em 2012.

O presidente interino Temer já sabia que não haveria registros e Machado também.

O local é o preferido entre as autoridades que precisam de reuniões sigilosas.

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