Secretário pode ter dado um ‘tiro no pé’ ao afirmar que não havia marcas de bala no helicóptero derrubado

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SERÁ QUE O SECRETÁRIO NÃO SE PRECIPITOU AO FAZER ESSA DECLARAÇÃO?

(Aline Franco do RJ)

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O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro afirmou hoje (20) que laudos feitos no IML e no informações do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) indicam que nem os corpos dos policiais mortos nem o helicóptero que caiu na Cidade de Deus foram atingidos por disparos de arma de fogo.

Na realidade, a análise do Cenipa não tem prazo para ser concluída:

“A Aeronáutica informou que não encontrou, até o momento, perfurações no helicóptero.” relatou

O Secretário jamais poderia ter dito que não foram os tiros que os bandidos dispararam que mataram nossos 4 policiais.

Não dá pra fazer uma análise completa em um monte de ferros retorcidos em pouco menos de 24 horas.

Nem o FBI faz isso tão rápido!

Futuramente, mesmo que a perícia descarte que a aeronave foi derrubada por bandidos, a culpa integral dessas mortes terá que cair nas costas do Estado, que coloca policiais para trabalhar sem que eles estejam preparados MATERIALMENTE para enfrentar os vagabundos.

Sobrevoar uma área dessas exige (no mínimo) que o helicóptero seja blindado.

Se o Sérgio Cabral tem um helicóptero de alta tecnologia, porque é que a PM do Rio não pode ter?

Enfim, não interessa se foram os bandidos, se a manutenção da aeronave não estava em dia ou até mesmo se o piloto cometeu um erro.

Os quatro heróis estavam lá para trabalhar pela sociedade e o Estado deve indenizar (e muito bem) as famílias desses profissionais.

É o mínimo que podemos esperar da Justiça.

 

 

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