Se Dilma não cair até julho de 2016, país pode declarar insolvência nacional

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Problema deve se agravar após 2ª perda de grau de investimento, que também afeta os investimentos produtivos e o crescimento

A entrada de investimento é fundamental para a economia brasileira. O Brasil é um país de baixa poupança interna e, portanto, depende da poupança externa – ou seja, depende dos recursos internacionais para conseguir um crescimento econômico razoável.

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Patrícia Carvalho com informações de Guilherme Gerbelli do Estado/SP

Rebaixado para a categoria de grau especulativo, o País se vê cada vez mais longe para a recuperação da credibilidade no mercado internacional.

A perda do grau de investimento pelas agências Standard and Poor’s (S&P) e Fitch afeta a economia brasileira em diversas frentes. A decisão traz uma piora nas expectativas com o aumento do risco de a terceira agência, a Moody’s, também tirar o selo de bom pagador do Brasil.

Na sexta-feira, quando a presidente Dilma Rousseff anunciou a substituição de Joaquim Levy por Nelson Barbosa no cargo de ministro da Fazenda, o mercado financeiro voltou a dar sinais de desconfiança com os rumos do País e com o ajuste fiscal em curso – o dólar fechou a R$ 3,96, no maior valor desde 30 de setembro.

Um relatório do banco Santander mostra que somente o investimento direto estrangeiro deve recuar para a casa dos US$ 50 bilhões, abaixo dos US$ 73 bilhões de média apurada desde 2008 – quando o País foi considerado o grau de investimento pelas agências.

Boa parte dos fundos de pensão, por exemplo, só investem em países cujo grau de investimento é concedido por no mínimo duas agências.

Para o banco, com a redução esperada para o investimento, o Produto Interno Bruto (PIB) potencial do País ficou limitado a 2% ao ano no médio prazo.

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