PGR pede que investigações sobre a esposa de Cunha passe para as mãos do juiz Moro

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Rodrigo Janot, procurador-geral da República fez um requerimento ao STF pedindo que a investigação da esposa e da filha do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ,seja direcionada para o juiz Sérgio Moro

O argumento de Janot é de que os autos sejam desmembrados para que se tenha uma maior agilidade nas investigações.

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Segundo o PGR, Cláudia Cruz (esposa) e Danielle Dytz da Cunha (filha) estão envolvidas em parte dos crimes atribuídos ao presidente da Câmara.

Na última sexta-feira (04), o deputado Eduardo Cunha foi denunciado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade eleitoral.

A Procuradoria-Geral da República diz que a esposa e a filha do deputado se favoreceram de recursos provenientes de uma propina que ultrapassa  5 milhões de dólares. Propina essa que Eduardo Cunha teria recebido “por viabilizar a aquisição de um campo de petróleo em Benin, na África, pela Petrobras”.

A OSTENTAÇÃO

Um rastreamento feito no cartão de crédito da filha de Cunha apontou gastos de grandes valores em restaurantes, hospedagens e viagens.

O procurador também aponta que que Cláudia Cruz (a esposa), “nada obstante tenha declarado ser dona de casa nos documentos bancários suíços gastou US$ 7,7 mil na loja da Chanel (grife de luxo) em Paris em 9 de janeiro de 2014”.

O cartão de crédito da família Cunha mostrou também que a mulher do deputado gastou (em 11/01/2014 ) US$ 2,64 mil na Christian Dior, US$ 4,18 mil na loja Charvet Place Vendôme e outros US$ 2,94 mil na loja de roupas Balenciaga.

Em 2 de março de 2014, em Roma, a esposa de Cunha gastou US$ 4,49 mil na Prada.

No dia 8/03/2014 , já em Lisboa, outros US$ 3,53 mil na Louis Vuitton.

Janot apontou que “A filha de Eduardo Cunha também efetuou diversos gastos, inclusive em lojas de grife”,  “Todos estes valores foram pagos com parte do dinheiro de propina recebido por Eduardo Cunha.”

(redação com informações do Correio Brasiliense)

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