Pesquisa revela que 93% dos brasileiros acham que Dilma não fará o país crescer

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Um estudo realizado em conjunto pela Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) e TNS Brasil em outubro mostrou que 66% dos brasileiros acreditam que o quadro recessivo do país ainda vai piorar.

(Diário do Brasil com informações do MSN notícias / Infomoney)

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O número supera em duas vezes o resultado de um ano atrás, quando a esperança por melhorias com relação ao crescimento da economia era de 38%.

A pesquisa feita em outubro aponta que 69% dos entrevistados acreditam que o Brasil caminha na direção errada após as medidas econômicas de ajuste fiscal feitas pelo governo federal.

A mesma avaliação também foi feita em 2004 e, na época, 24% dos entrevistados achavam que o país caminhava contra o crescimento.

Um grande pessimismo também foi visto na avaliação sobre o consumo das famílias.

Em 2014, 35% dos entrevistados acreditavam em melhora, contra 30% esperavam a manutenção do cenário e 35% esperavam piora.

Em 2015, essa relação mudou para 12% (acreditam em melhora), 19% (esperam a manutenção do cenário) e 62% (esperam piora) .

A pesquisa ainda mostrou que 66% declararam ter dívidas, sendo o cartão de crédito o principal vilão (73%).

82% dos entrevistados responderam que não estarão dispostos a tomar mais crédito.

O endividamento, aponta a pesquisa da TNS Brasil, tem uma explosiva combinação com a piora do mercado de trabalho e o aumento da sensação de insegurança dos brasileiros com relação às condições de conseguir manter o emprego atual.

Somente 36% dos entrevistados se declararam seguros com relação à manutenção do emprego nos próximos meses.

Esse avanço de pessimismo aponta para um crescente descrédito sobre a figura presidente Dilma Rousseff, inclusive em seu próprio eleitorado.

O estudo também revelou que a confiança sobre a capacidade da petista em resolver cada uma das prioridades listadas apresentou uma trajetória de queda quase que ininterrupta desde 2014.

O combate à inflação foi apontado pelos entrevistados como prioridade a ser combatida pela presidente. A inflação, mostra o estudo, tem impactado no padrão de consumo de 90% dos entrevistados.

Questionados sobre o prazo de validade da crise, a maioria não soube responder. O clima de incertezas é tão grande que o pessimismo está aflorado entre os brasileiros.

Míseros 18% dos entrevistados acham que a situação irá melhorar significativamente somente a partir de 2018, ano e eleição presidencial.

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