Pesquisa realizada através das redes sociais aponta Bolsonaro como favorito na corrida presidencial de 2018

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Uma pesquisa informal realizada na página do jornalista Edilberto Araújo através da rede social Facebook, demonstra claramente uma insatisfação popular com o PT. Os brasileiros também demonstraram uma aversão às ideias socialistas e os exageros do movimento LGBT, além da preocupação com a segurança, caracterizada pelo clamor em favor da redução da maioridade penal.

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A amostragem demonstra o Brasil não suporta mais o PT no poder. Além da baixa votação de Lula (12%), outros 10% dos consultados se declararam frontalmente contra o ex-presidente, independentemente dos demais nomes citados.

Dos três nomes citados, o deputado do PP, Jair Bolsonaro, é o que mais se aproxima dos anseios da população por um Estado menos socialista, menos burocrático e mais preocupado com a segurança.

Bolsonaro tem princípios conservadores, não é muito adepto às idéias liberais e de livre mercado, o que poderia levar o país a um inchaço da máquina pública.

Entretanto, sua oposição ao PT e aos socialistas é digna de registro e pode ter sido o fator preponderante no resultado final da pesquisa. Outro fator que favorece Bolsonaro é sua posição contra os exageros do movimento LGBT e a luta pela redução da maioridade penal.

Mesmo que suas idéias pareçam um tanto quanto radicais, em um momento total desconfiança com a classe política do país, ele sai em vantagem.

A preferência por Bolsonaro foi apontada em uma pesquisa coordenada por Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP, e Esther Solano, professora de relações internacionais da Unifesp.

O levantamento foi feito após a manifestação do último dia 15. A maioria dos manifestantes eram homens (52,7%), brancos (77,4%), com nível superior completo (68,5%) e com renda entre 7.880 reais e 15.760 reais (28,5%).

O estudo aponta que 19,4% confiam muito em Bolsonaro e 14,7%, em Marina Silva.

De maneira geral, 73% não confiam nos partidos, 70% não confiam nos políticos e 57% confiam pouco na imprensa. “Isso significa uma descrença meio que geral”, diz Pablo Ortellado.

Os dados da pesquisa coordenada pelo Professor Pablo Ortellado foram extraídos do jornal El Pais.

(Patrícia Carvalho com informações de Adson Prado Morais)

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