O poema que viralizou em Portugal e já teve mais de 500 mil compartilhamentos

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poema de João Batista do Lago na voz de Henrique Sousa

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A liberdade de expressão sangra!

Está literalmente em risco de vida

A facada – quase fatal – emigra

Do Nordeste e fere a mãe querida

Ó, ingrato filho, dei-te o leite das Liberdades

Fiz de ti o primogênito da Democracia

Agora feito Vulcano cravas-me sem dignidade

Os ferros agora presentes em tua lulocracia

Prendendo-me às rochas da ignomínia

Pretendes-me excluir da sociedade

Jamais imaginei, Ó filho ingrato, serdes

Capaz de procederdes em tamanha maldade

Neste teu vulgar pedido contra as Liberdades

Deixaste claro o quanto e tanto de vulgaridades

Residem no teu espírito demoníaco de cordeiro

Enclausurado na sacristia d’um governo vil

Abandonastes a mecânica dos nobres ideais

Transformastes o corpo na máquina dos cardeais

Vitupérios que sangram a livre expressão

 – Mesmo a expressão d’um mercado de opressão –

Ó filho das minhas entranhas democráticas

Esquecestes a paixão pelas Liberdades

Amas agora a deusa das iniqüidades

Por ela pedes que se esqueçam as verdades

Por ela, Ó filho das minhas Liberdades

Tomas o cetro do divino Stalin e

Impõe num mágico pedido deblaterativo

Teu mais puro horror das pudicas obviedades

Quanta desgraça! Quanta ironia!

Jamais imaginara nos teus braços – um dia –

Acabar em estádio de miserável agonia

Eu – a Liberdade – que por ti morreria

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