Napoleão, a ira do profeta e o envelope amarelo: “Alguém queria impedir o voto do juiz?”

Na última sexta-feira (09) o Brasil pode acompanhar o teatro …ops… o julgamento que ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral

*** Queremos deixar bem claro que não estamos acusando ninguém e sim relatando os fatos que foram narrados por um delator da JBS em um acordo fechado com o Ministério Público Federal ***

(Amanda Nunes Brückner para o Diário do Brasil)

Primeiro ministro a votar pela cassação da chapa Dilma/Temer, Napoleão Nunes Maia, que estava extremamente desconfortável, protagonizou um desabafo nos microfones e disse que estava sendo injustiçado pela imprensa e pelo delator Francisco Assis e Silva, executivo da JBS (vídeo abaixo):

” Desejo que sobre eles (a imprensa ou a JBS ???) desabe a ira do profeta. Eu sou inocente de tudo isso, estou sendo injustamente, perniciosamente, sorrateiramente e desavergonhadamente prejudicado no meu conceito”, atacou Napoleão.

“Um delator teria dito que eu intercedi […] nunca vi esse advogado […] o delator disse isso para me incriminar em troca das benesses que recebeu […] é pra isso que serve a delação […] alguém é solicitado a denunciar uma pessoa em troca de uma benesse e [esse] alguém que amargure pelo resto da vida”



O CASO JBS

O ministro Napoleão foi citado pelo delator Francisco Assis e Silva, executivo da JBS.

Assis disse à PGR que o ex-advogado do grupo JBS, Willer Tomaz, preso na operação Patmos, lhe contou sobre um pedido de interferência que foi feito a Napoleão.

O caso se referia a uma decisão que foi tomada contra José Carlos Grubisich, presidente da Eldorado Celulose, no âmbito da Operação Greenfield.

Willer Tomaz (narra o delator) contou que o pedido teria sido atendido por Napoleão.

“Olha, a decisão contra o Zé Carlos estava pronta segunda-feira. Eu consegui reverter. Pedi para o ministro Napoleão interferir. Ele interferiu e vai me dizer alguma coisa nos próximos dias” disse o advogado (segundo palavras do delator)



FILHO INVADE O PLENÁRIO DURANTE O JULGAMENTO

O eminente ministro Napoleão Maia ficou muito nervoso com as especulações que foram divulgadas pela imprensa sobre a ida de seu filho ao TSE […] ele portava um envelope amarelo e tentou entrar no tribunal com trajes não adequados.

Segundo o jornal Estadão, o jovem aparentava extremo nervosismo e queria falar com o pai imediatamente.

Napoleão, que tem uma carreira ‘limpa e honrada’ em seus 30 anos como juiz,  esclareceu que seu filho apenas queria lhe entregar um envelope com fotos de sua neta.


ALGUMAS PERGUNTAS QUE NÃO SAEM DA CABEÇA (são apenas perguntas)

Porque o filho do ministro não enviou essas fotos através de um celular, email ou pediu que alguém do TSE entregasse o tal envelope para o pai?

Precisava invadir o plenário (justamente) na hora do julgamento mais importante da história do TSE?

Será que alguém ameaçou o ministro para que ele votasse a favor da manutenção da chapa?

O conteúdo do envelope era mesmo ‘algumas fotos’ ou havia algum tipo de documento para tentar incriminar o ministro?

Fatos estranhos como esses devem e merecem ser investigados. Algum grupo inescrupuloso pode ter agido a mando de alguém ‘lá de cima’ para tentar coibir o voto do juiz […] afinal de contas, ele mesmo declarou:

“Estou sendo injustamente, perniciosamente, sorrateiramente e desavergonhadamente prejudicado.


 

 

 

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