Não bastassem os problemas econômicos, ouça o que esse General do exército disse em palestra

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“A Colômbia está usando o desfolhante “agente laranja” para acabar com plantações de coca, mas está poluindo gravemente o rio Solimões”

“Para mim, isso já é uma guerra. Não é mais um delito, é uma guerra”

Levantamento dos problemas enfrentados pelo Exército Brasileiro para proteger as fronteiras nacionais, especialmente na região Norte do país, e a consequente necessidade de investimentos em tecnologia e pesquisas para combater o crime, fizeram parte da palestra aplicada pelo comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), general de Exército Theophilo Gaspar de Oliveira. realizada na sede da unidade militar, na zona Oeste de Manaus.

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O militar mostrou o painel “Guerra na Fronteira”. Sem poupar palavras nem minimizar impactos, o general Theophilo Gaspar mostrou que a Amazônia está aberta para crimes como exploração e contrabando de minerais, entrada de armamento pela fronteira com a Venezuela que, segundo ele, “está inundada por fuzis Kalashinikov”, a imigração ilegal tanto vinda do Haiti como, recentemente, do Senegal (de janeiro a maio deste ano, 30 mil estrangeiros entraram no país de forma não autorizada).

 

“A Colômbia está usando o desfolhante “agente laranja” para acabar com plantações de coca, mas está poluindo gravemente o rio Solimões”, revelou o general, acrescentando que a guerrilha Sendero Luminoso está voltando à ação com força total, desta vez associado ao narcotráfico. “Para mim, isso já é uma guerra. Não é mais um delito, é uma guerra”, disse o comandante.

O comandante se mostrou preocupado com o que chamou de “grande vazio”, ou seja, a falta de órgãos de segurança que, de forma efetiva possam monitorar as fronteiras e assegurar segurança ao país. “Temos um grande vazio de órgãos da segurança em comparação com o Sul e Sudeste e parte do Centro-Oeste”, declarou.

Além dos criminosos, as fronteiras brasileiras enfrentam a falta de recursos e tecnologia para protegê-las, apontou o general.

“Não temos tecnologia. As naves pequenas, de voo baixo, não são captadas pelos radares do Sipam/Sivam e Cindacta. Precisamos de radares que alcancem essas aeronaves”, exemplificou.

O próprio Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou que o Plano Nacional de Fronteiras, que permitira ao Planalto coordenar a proteção da soberania nacional, “simplesmente não existe”, apontou Theophilo Gaspar.

“Nós (o Exército) já levantamos todos os dados. Sabemos onde estão e o que está acontecendo em cada ponto das fronteiras amazônicas.

Mas como vamos fiscalizar tudo isso? Precisamos de recursos para investir em tecnologia e pesquisa. O Exército não poderia sofrer nenhum corte de orçamento, sob risco de ficar até sem combustível para voadeiras e hoje já estamos sofrendo cortes”, disse o palestrante. “Estamos perdendo pouco a pouco a soberania do nosso país”, resumiu.

(com informações do jornal Em Tempo)

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