Moro pagou contas de Dilma em 2014/2015. O juiz liberou verbas para custear a segurança da PF

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Delegados da Polícia Federal passaram a pressionar publicamente o ministro Zé da Justiça, José Eduardo Cardozo, para evitar o que classificam como risco às investigações em curso, como a Operação Lava Jato

“A Operação Lava Jato tem sido um desafio em vários aspectos para todos os órgãos envolvidos. Tenho presente que a autoridade policial não solicitaria esse remanejamento da verba [para pagamento de luz e combustível] caso isso não fosse absolutamente necessário. Embora não seja muito apropriada a destinação dessas verbas para custeio, as investigações da Operação Lava Jato, por sua relevância, não podem ser interrompidas por falta de dinheiro para despesas básicas de custeio”, disse o juiz.

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(as informações são de: Laryssa Borges, da Veja)

Depois do corte de R$ 151 milhões no orçamento da PF neste ano,  o governo federal já admite recompor o orçamento da categoria. Mas a falta de dinheiro não é um problema recente na PF.

Em 2014, o juiz Sergio Moro, responsável pela operação Lava Jato, autorizou a utilização de 1 milhão de reais do doleiro Helio Laniado para que os policiais comprassem e instalassem um sistema de câmeras de vigilância e de alarme para unidades da PF no Paraná.

Um ano depois, em fevereiro de 2015, a PF de Curitiba pediu a Sergio Moro a liberação de mais dinheiro. Desta vez R$ 2,23 milhões, que seriam destinados para sistemas de segurança e investimento em transportes.

Em novembro do ano passado, o juiz autorizou alguns pagamentos à empresa Viga Netstore Ltda EPP, fornecedora dos equipamentos de segurança. A PF, porém, alegou que a alta do dólar impediu que todos os equipamentos fossem comprados com os recursos e pediu que parte dos valores fosse usada para pagamento de luz, compra de combustível e manutenção de viaturas.

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