Ministro que pediu demissão do governo Temer explica o motivo: “Não faço maracutaias. Não tenho rabo preso”

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Marcelo Calero, ministro da Cultura que pediu demissão ontem, acusou Geddel Vieira Lima (braço direito do presidente Temer), de fazer pressão ao iPhan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para liberar um empreendimento de 30 andares no centro histórico de Salvador.

A razão da tal ‘pressão’ é que o ministro Geddel era dono de um imóvel no empreendimento embargado.

PALAVRAS DE CALERO:

“Foi assim que tomei posse, pouco mais de 1 mês. No dia 28 de outubro recebi uma ligação do ministro Geddel dizendo que o Iphan estava demorando para homologar a decisão do Iphan da Bahia. Ele pediu que eu interferisse para que isso acontecesse porque ele tinha um apartamento naquele empreendimento. Eu respondi: ‘E aí, como é que eu fico nessa história?'”.

Calero ainda informou que não foi para a equipe do governo para “fazer maracutaia” nem tão pouco para ceder às pressões de alguém “truculento” como Geddel.

“Estou fora da lógica desses caras, não sou político profissional. Não tenho rabo preso. Não estou aqui para fazer maracutaia. Vou voltar a ser um diplomata de carreira, onde passei em quinto lugar num concurso, estudando e trabalhando ao mesmo tempo. Se for para fazer errado, vou embora.” afirmou o ex Ministro da Cultura.

abaixo detalhes do empreendimento publicado hoje (19) na Folha/SP:

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O LADO DE GEDDEL

O ‘braço direito’ de Temer disse ao jornal Estadão que apenas conversou com Marcelo Calero para liberar a construção do prédio La Vue.

Ele afirmou que não fez pressão, como disse o ex-MINC.

“É uma história mal-contada.”


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