Lava-Jato chega até o ‘garçom amigo do Lula’. Milionário, ele anda de Porsche e diz que fala 3 idiomas

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Um ‘garçom amigo’ do ex-presidente Lula também pode estar envolvido no escândalo de desvios de verbas do Ministério do Planejamento

Em entrevista à ISTOÉ, Carlos Cortegoso se recusou a falar sobre as denúncias contra ele e demonstrou irritação:

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ISTOÉ – Como o sr. era garçom do Lula e conseguiu ficar milionário?

Carlos Cortegoso – Tem cara que tem que limpar banheiro cheio de m*, tem cara que dá o c*. E tem cara que tem de criar personagem, tipo o mordomo, garçom. Porque o empresário perdeu a graça.

ISTOÉ – Mas o sr. não era garçom?

Cortegoso – Falo três idiomas. Fui executivo. É igual a um menino que fez troca-troca com dez anos. Aos 59, ele é gay? Então, eu fui garçom há 41 anos

Carlos Cortegoso, que serviu Lula na década de 80 num restaurante do ABC, virou milionário com um esquema de empresas de fachada nas campanhas petistas

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Hoje, Cortegoso anda de Porsche, como se nota na foto acima (imagem da IstoÉ).

O ‘garçom do Lula’ pode estar envolvido em recebimento de dinheiro desviado do Planejamento durante a gestão de Paulo Bernardo, ex-ministro de Lula e Dilma e esposo da senadora petista Gleisi Hoffmann.

Cortegoso é dono da empresa “Focal Confecções e Comunicação” e da CLS Consultoria e eventos. Os fatos ainda estão sendo investigados pela Polícia Federal.

Hoje (24) a PF fez uma busca e apreensão na casa do garçom e nas suas empresas. Uma dessas empresas, a “Focal”, foi a segunda maior fornecedora para a campanha de 2014 da presidente afastada Dilma.

A Lava Jato chegou ao empresário através de delação feita pelo ex-vereador do PT Alexandre Romano.

Foram apreendidos computadores, celulares e documentos na casa do empresário. Os investigadores querem expandir as investigações para se chegar a novas provas contra Cortegoso.

Carlos disse, para pessoas próximas de seu convívio, que já esperava essa ação da PF.

O “garçom do ex-presidente” forneceu vários materiais para as campanhas PETISTAS dos presidenciáveis desde de 2002.

O ‘POBRE’ GARÇOM DO LULA

Carlos Cortegoso ganhou ficou conhecido como ‘garçom do Lula’ quando trabalhava em um restaurante em São Bernardo do Campo.

Lula  frequentava o local constantemente. Cortegoso montou uma empresa de camisetas na década de 90 e, quando Lula foi eleito, ele virou o maior fornecedor das campanhas do partido.

A campanha de Lula chegou a pagar R$ 3,9 milhões para a empresa “Focal” em 2006.

Durante a campanha de Dilma, o partido dos trabalhadores quadruplicou os gastos com Cortegoso, chegando a cifra de R$ 14,5 milhões.

O empresário também recebeu R$ 156 mil de Gleisi Hoffmann, durante a campanha ao senado.

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