Junto e misturado! Banqueiro preso pela PF agraciou Lula e Aécio com viagens e diárias em hotéis de luxo

AecioLula

Lula visitou Londres a convite do banqueiro André Esteves, em abril de 2013

Ele fez mais duas viagens ao exterior com despesas pagas pelo banco BTG Pactual, que o contratou para dar palestras. O ex-presidente não foi o único “sortudo” patrocinado pelo BTG.

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Em outubro de 2013, Aécio Neves se hospedou com a mulher no luxuoso Waldorf Astoria, em Nova York

O gabinete de Aécio informou que ele também foi convidado para falar a investidores. Todas as diárias no hotel super luxo foram bancadas pelo banco.

Junto e Misturado

Esteves costumava bancar campanhas de candidatos de vários partidos. Em 2014, doou R$ 6,2 milhões à campanha de Dilma e R$ 5 milhões à de Aécio. O deputado Eduardo Cunha, do PMDB, também foi agraciado com R$ 500 mil declarados.

De acordo com a PGR, Esteves não se limitou a cortejar políticos com viagens e doações de campanha. Dessa vez ele é acusado de tentar sabotar a operação Lava Jato, junto com seu comparsa, o senador petista Delcídio Amaral.

Investigadores informaram que Esteves ofereceu R$ 4 milhões para “fechar a boca” de Nestor Cerveró, preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

A bolada serviria que o ex-diretor da Petrobras não confirmasse suspeitas sobre os negócios bilionários do BTG com a estatal.

Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, descreveu a conduta do do banqueiro como um “escandaloso risco para a ordem pública”.

O ministro Teori Zavascki, do STF, esclareceu que sua prisão era “imprescindível para evitar possível prejuízo à investigação”.

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