Jornalista rebate ‘Carta de Dilma ao povo brasileiro’: “É uma bela obra de ficção. Merece um Nobel”

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A jornalista Patrícia Carvalho analisou trechos da ‘cartinha’ de Dilma ao povo brasileiro (divulgada hoje) e separou alguns parágrafos interessantes

(Dilma) – “Não é legítimo, como querem os meus acusadores, afastar o chefe de Estado e de governo pelo “conjunto da obra”. Quem afasta o Presidente pelo “conjunto da obra” é o povo […]”

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(Jornalista) – Bom, o povo já foi às ruas, não é dona Dilma? E foi esse povo que iniciou todo o processo de impeachment!

(Dilma) – “Estou convencida da necessidade e darei meu apoio irrestrito à convocação de um Plebiscito, com o objetivo de consultar a população sobre a realização antecipada de eleições, bem como sobre a reforma política e eleitoral.”

(Jornalista) – Dona Dilma, a senhora teve 6 anos para incentivar reformas política e eleitoral e não fez nada!

(Dilma) – “Tenho orgulho de ser a primeira mulher eleita presidenta do Brasil.” 

Isso é mi-mi-mi de feminista! Argumento apelativo! Competência não escolhe gênero!

(Dilma) – “Jamais se encontrará na minha vida registro de desonestidade, covardia ou traição”

(Jornalista) – Mesmo? E aquelas citações em grupos armados, assaltos à bancos, vandalismo, etc…? Isso não conta?

(Dilma) – “Resisti ao cárcere e à tortura”

(Jornalista) – Presidenta, quer dizer, ex-presidenta […] quem está passando por tortura são os milhões de pais e mães desempregados que não conseguem sustentar o pão de cada dia de seus filhos!

(Dilma) – “Atos idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam”

(Jornalista) – Quer dizer que a gente justifica os nossos erros apontando os erros dos outros?

(Dilma) – “A transição para esse novo momento democrático exige que seja aberto um amplo diálogo com o Congresso Nacional”

(Jornalista) – Querida, o Congresso não quer diálogo com vossa excelência. Foi ele que impeachmou a sra.

(Dilma) – “Na jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo”

(Jornalista) – Mentira! A sra. era incomunicável. O senador petista Eduardo Suplicy tentou se encontrar com a sra. durante 7 meses. Se um Senador da República não conseguiu uma reunião com vossa excelência, quem dirá o povo!


CONCLUSÃO

Prezada ex-presidenta,

Às vezes precisamos nos sacrificar por um bem maior. Já que a sra. cita tanto as palavras “povo” e “democracia”, nos faça um favor:

Saia em paz. Curta bons momentos ao lado de sua família. Deixe o ciclo da vida fluir. O que passou, passou!

O mercado, o povo e até mesmo os políticos perderam a confiança em vossa excelência. Infelizmente não há retorno!

Sacrifique-se pelo povo dona Dilma! Sacrifique-se pela democracia!

“Existem dois tipos de perdedores: o bom perdedor e o que não sabe fingir”

Seja como o primeiro. Seja uma boa perdedora e nos faça orgulhar da sra. ao menos uma vez!


 

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