Fim do ‘disse me disse’: Dilma sabia de todo esquema de caixa dois na Petrobras

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A presidente afastada Dilma Rousseff entrou em rota de colisão com seus marqueteiros – o casal João Santana e Mônica Moura

Bolsas, sapatos, jóias, restaurantes caros, roupas de grife … enfim, tudo virá à tona quando o marqueteiro apresentar os documentos relativos às suas declarações

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A proposta de delação premiada do ‘casal20’ feita à PGR destrói qualquer pretensão de Dilma em preservar sua tão defendida reputação de “mulher honesta”.

A partir do momento em que as delações de João Santana e Mônica forem homologadas, o impacto será devastador e não deixará pedra sobre pedra na reputação ilibada da petista.

Todo o esquema de corrupção que irrigou as campanhas petistas de 2010 e 2014 teve a ‘benção’ de Dilma.

“Dilma não só sabia da existência do esquema de Caixa Dois, como também aprovou as doações ilegais. Ela sabia perfeitamente o custo de cada campanha e o que era declarado oficialmente” disse Santana em trecho da delação premiada.

O empresário Marcelo Odebrecht também confirmou que a mandatária Rousseff exigiu R$ 12 milhões para a campanha durante encontro privado entre os dois.

O recurso exigido, de acordo com Odebrecht, abasteceu o caixa paralelo de Dilma e serviu para pagar o marqueteiro João Santana e o PMDB.

Na história narrada, o empreiteiro confirma o depoimento de João Santana e atesta que a presidente afastada não apenas sabia como atuou pessoalmente numa operação criminosa.

A proposta de delação (tanto de Marcelo Odebrecht quanto do casal de publicitários) é cruel e não deixa dúvidas sobre a conivência de Dilma com todo o esquema de financiamentos de campanhas do PT.

Para comprovar as acusações, que constam em mais de dez capítulos chamados de “anexos”, Santana prometeu que apresentará documentos relativos à suas declarações.

Os detalhes foram tratados recentemente numa reunião realizada com integrantes da PGR.

O marqueteiro lamentou o fato de ter ajudado a construir a imagem de Dilma e agora terá que destruir sua “obra”.

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