Em Portugal, Dilma e Cardozo teriam tentado cooptar o presidente do STF, Ricardo Lewandowski

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Ainda de acordo com a reportagem da revista ISTO É, Dilma, ao lado do ex-ministro da Justiça e atual advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e do advogado Sigmaringa Seixas, teria tentado interferir três vezes no Judiciário para conter a Lava Jato

A primeira teria ocorrido em julho de 2015, durante encontro entre Dilma, Cardozo e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, em Portugal, o qual não teria rendido resultados.

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Depois, de acordo com a revista, Dilma e Cardozo teriam manobrado duas vezes para nomear ministros para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) que teriam o compromisso de atuar pela soltura dos empresários Marcelo Odebrecht, dono da Odebrecht, e Otávio Marques de Azevedo, executivo da Andrade Gutierrez.

A suposta investida teve sucesso, disse Delcídio segundo a revista, quando o desembargador Marcelo Navarro foi nomeado para o STJ com o que seria um compromisso de soltar Odebrecht e Azevedo.

Ainda segundo a revista, Delcídio disse que Dilma sabia das irregularidades envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e contribuiu para a nomeação de Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras, para a BR Distribuidora. Cerveró é uma das figuras centrais na investigação da Lava Jato, e é apontado como um dos operadores do recebimento de propina por partidos políticos.

Delcídio, também de acordo com a Istoé, atribui ao ex-presidente Lula sua própria prisão. Delcídio foi detido por empreender esforços para dissuadir Cerveró de firmar acordo de delação premiada e evitar que ele o delatasse. Segundo a revista, entretanto, o senador afirma que teria partido de Lula a ordem para tentar subornar Cerveró e que o objetivo era evitar o comprometimento do pecuarista José Carlos Bumlai, homem próximo a Lula.

Até aqui, o Instituto Lula e o Palácio do Planalto não se manifestaram sobre o que seria a delação premiada de Delcídio do Amaral.

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