Em 2009, a construtora Odebrecht foi expulsa do Equador por superfaturar obras em até 48% 

Na época, o então embaixador do Brasil em Quito, Antonino Marques Porto, mostrou que o governo equatoriano acompanhava de perto os problemas envolvendo a empresa brasileira.

Em junho deste ano, “O Estado de S. Paulo” publicou uma matéria narrando que o governo americano amparou o caso e a embaixada em Quito indicou, em vários telegramas enviados ao Departamento de Estado dos EUA, a  razão para a suspensão dos contratos:

O motivo? CORRUPÇÃO!

O presidente Rafael Correa (do Equador), cancelou imediatamente os contratos.

Em outro telegrama, o embaixador informou (na época) que uma segunda investigação apontou que o contrato de uma usina (Hidrelétrica de San Francisco) teria recebido dez aditivos, dos quais cinco foram considerados injustificáveis.

Um terceiro caso envolveu obras para a sustentação em um túnel da mesma usina.

A controladoria do Equador concluiu que a empreiteira recebeu US$ 58 milhões sem justificativa.

E aqui no Brasil? Bem, aqui tudo parece mais simples.

Basta devolver o que foi roubado dos cofres públicos, escrever uma carta de desculpas e continuar operando normalmente, como se nada tivesse acontecido.

 

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