Deputado diz que denúncias são muito graves e devem ser levadas a sério

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Reportagem publicada no último domingo (17) pela revista Época afirma que o ex-marido de Dilma Rousseff, Carlos Franklin Paixão de Araújo, está na mira da Operação Lava-Jato. A força tarefa investiga uma possível relação entre ele e um dos donos da Engevix, o empresário José Antunes, empreiteiro preso em Curitiba sob acusação de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras, que negocia acordo de delação premiada na Justiça.

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De acordo com a apuração da Polícia Federal, há evidências de que Carlos Araújo usou o seu bom relacionamento com a presidente para ajudar a Engevix, que passava por sérios problemas financeiros na época. Existem indícios de que a empreiteira pagou R$ 200 mil, por meio de um intermediário, a um casal amigo de Dilma e seu ex-marido.

Para o deputado federal Caio Narcio (PSDB-MG) as suspeitas em torno do tema são “muito graves e devem ser levadas a sério”. Ele ressalta que os acordos de delação premiada são instrumentos importantes e que devem ser usados com responsabilidade. “Graças às delações o Brasil vem descobrindo esse esquema de corrupção enorme que foi montado”, disse.

Caio Narcio acrescenta que os esquemas de corrupção descobertos pelas autoridades, como o Petrolão e a Lava-Jato, tinham um “objetivo claro” de beneficiar o PT. Para ele, o partido tinha todo um planejamento de poder arquitetado e que está sendo descoberto agora.

Quando questionado sobre como solucionar a crise política e modificar o cenário pessimista vivido atualmente no Brasil, o deputado tucano é categórico em ressaltar a importância das reformas.

“A primeira reforma é devolver a palavra ética como algo fundamental na política. Depois disso, ter um governante que tenha legitimidade e autoridade para cobrar das pessoas dando o exemplo, que é algo que não acontece hoje, e a partir daí, fazer as reformas estruturais que o Brasil tanto precisa: reforma política, tributária e da previdência. Eu vejo que essas três são fundamentais para que a gente construir um novo Brasil em que possamos enxergar um horizonte melhor e mais positivo”, conclui.

Carlos Araújo nega qualquer envolvimento com o empreiteiro da Engevix. A presidente Dilma Rousseff se manifestou por nota à revista dizendo que desconhece qualquer reunião entre Carlos Araújo e representantes da Engevix.


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