De acordo com a PF, ele faturou R$ 2,5 milhões fazendo “CRTL+C” e “CRTL+V” do site Wikipédia

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O da PF que investigou os negócios do filho de Lula, Luis Cláudio Lula da Silva, apontou que ele se baseou em “meras reproduções de conteúdo disponível” na internet, “em específico no site Wikipédia”, para produzir trabalhos que, de acordo com ele, explicariam o recebimento de R$ 2,5 milhões da firma de um lobista.

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Luis Cláudio passou a fazer parte das investigações da Operação da Zelotes após a quebra do sigilo bancário da empresa do lobista, a Marcondes & Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa.

Os registros da PF (do ano de 2014) mostraram pagamentos no total de R$ 2,5 milhões para o menino prodígio de Lula. Coincidentemente, ou não, o fato aconteceu na mesma época em que o lobista recebeu R$ 16 milhões de duas empresas interessadas em benefícios fiscais do governo federal.

Luis Cláudio Lula da Silva alegou, através de seus advogados, disse que o dinheiro se justificaria pela prestação de serviços na área esportiva, com “foco, em grande parte, relacionado à Copa do Mundo Fifa 2014 e às Olimpíadas 2016”.

O relatório final da Polícia Federal mostra que “em uma primeira e rápida vista dos documentos” há indícios de que os argumentos de Luis Cláudio “pareciam ser de rasa profundidade e complexidade, em total falta de sintonia com os milionários valores pagos”.

A PF concluiu que não é “minimamente crível” que Mauro Marcondes (o lobista) tenha contratado o filho de Lula “ao mero acaso”, pois ele “nunca tinha realizado qualquer trabalho semelhante anteriormente”.

O inquérito indica também que não se sabia o custo da produção do estudo, tampouco a margem de lucro do trabalho”. Os responsáveis pela contratação “não souberam falar sequer as datas em que os contratos foram assinados, o cronograma de pagamentos e as datas de entrega dos produtos contratados”.

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