Cunha pode dar um presentão de Natal aos brasileiros e tirar Dilma do governo até o fim do ano

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O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reabriu a possibilidade de iniciar um processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) ainda neste ano

Desde o primeiro mandato da petista, 32 processos já deram entrada na Câmara, 27 deles foram arquivados e restam cinco para serem analisados por Cunha. Os dois com mais embasamentos jurídicos são: um assinado por um trio de experientes juristas – o ex-petista Hélio Bicudo, o ex-ministro Miguel Reale e a professora universitária Jacqueline Paschoal) – e outro elaborado pelo advogado Luís Carlos Crema, um cidadão que já apresentou seis pedidos de destituição de Rousseff.

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Deputados próximos a Cunha dizem que ambos têm potencial de serem aceitos, já que demonstram argumentos de que o Governo teria feito as irregulares pedaladas fiscais em 2014 e 2015. As pedaladas são o uso irregular de recursos de bancos públicos para o pagamento de benefícios sociais.

Dilma não foi a primeira chefe do Executivo a usar desse artifício para maquiar as contas presidenciais, mas, como tem uma debilitada base de apoio no Congresso em meio à grave crise econômica e de popularidade, é a única contra a qual ameaçam usar esse argumento como razão para que perca o mandato.

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